O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quarta-feira (21), um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 96 municípios da Paraíba. Veja lista de municípios afetados abaixo.
O período de aviso começou na manhã desta quarta-feira (21) e segue até às 22h do mesmo dia.
Durante o período do alerta, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%, índices considerados abaixo do recomendado para a saúde.
Segundo o Inmet, há baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde, mas a população deve adotar medidas de prevenção para reduzir os efeitos do tempo seco.
O instituto orienta que a população:
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
As inscrições para o concurso da Câmara Municipal de Guarabira, na Paraíba, começam nesta quarta-feira (21). O certame oferece vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior, com salários que vão de R$ 1.696,99 a R$ 3.354,70.
As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de novembro, pelo site da banca organizadora do concurso, a Comissão Permanente de Concursos da Universidade Estadual da Paraíba (CPCon/UEPB). As taxas custam R$ 75 para cargos de nível fundamental, R$ 95 para nível médio e R$ 115 para nível superior.
O concurso prevê a aplicação de uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, além da formação de cadastro de reserva.
O concurso oferece cinco vagas para quatro cargos. Para o nível fundamental, há uma vaga para auxiliar de serviços diversos e uma para vigilante, ambos com salário de R$ 1.696,99.
Para o nível médio, são duas vagas para auxiliar administrativo, com remuneração de R$ 2.247,44. Já para o nível superior, há uma vaga para arquivista, destinada a candidatos com formação em Arquivologia e registro profissional, com salário de R$ 3.354,70.
A jornada de trabalho prevista para os cargos é de 40 horas semanais. Os vencimentos básicos podem ser acrescidos de vantagens previstas em lei.
A prova objetiva está prevista para o dia 14 de fevereiro de 2027, no município de Guarabira. Caso o número de inscritos ultrapasse a capacidade dos locais de aplicação, os candidatos poderão ser distribuídos para cidades próximas, em um raio de até 100 quilômetros.
A avaliação terá 40 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada e apenas uma resposta correta. O conteúdo varia conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo.
Persistem as condições de tempo mais estáveis atuando sobre o estado da Paraíba. No decorrer do dia, nas regiões do Sertão, Alto Sertão e parte do Cariri, baixos índices de umidade relativa do ar poderão ser registrados principalmente a tarde. No setor Leste, a nebulosidade deve permanecer variável, onde, chuvas passageiras são esperadas ao final do dia. Nas demais regiões do estado não há previsão de chuvas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impediu que Israel realizasse novos ataques contra o Irã neste mês, apesar da pressão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para retomar a ofensiva. As informações foram reveladas pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira (21).
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o plano previa ataques de vários dias, começando em 10 de outubro, contra a infraestrutura energética iraniana, instalações nucleares e alvos ligados ao governo local.
Ainda segundo o FT, a ofensiva seria mais intensa do que a campanha militar iniciada em fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.
A ideia, segundo as fontes, seria pressionar o Irã a fechar rapidamente um acordo para encerrar o programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Ormuz, pode onde passa grande parte da produção mundial de petróleo.
O Financial Times afirmou a ofensiva não recebeu apoio dos Estados Unidos e foi barrada por Trump. No entanto, não está claro se as Forças Armadas americanas fariam parte da operação israelense.
Na segunda-feira (19), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajou a Israel e se reuniu com Netanyahu e outras autoridades.
Segundo uma autoridade israelense ouvida pelo jornal, autoridades apresentaram a Hegseth uma lista atualizada de alvos no Irã, elaborada com base em novas informações de inteligência.
O Exército israelense também está em estado de alerta elevado e cancelou as folgas dos militares até as eleições parlamentares do país, marcadas para 27 de outubro, segundo o FT.
O papa Leão XIV não precisará passar por tratamentos adicionais contra o câncer de pulmão diagnosticado na semana passada, informou o Vaticano nesta quarta-feira (21).
Segundo a nota, o adenocarcinoma pulmonar estava localizado e a cirurgia realizada na última terça-feira (13) foi suficiente para removê-lo.
De acordo com o comunicado assinado pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, o pontífice segue se recuperando, sem "necessidade de tratamento complementar".
Mais cedo, Leão realizou sua primeira audiência semanal no Vaticano após a cirurgia. Ele passeou de papamóvel, acenou para os devotos e foi ovacionado pelo público, que celebrou sua volta.
O pontífice de 71 anos, que no domingo prometeu retomar gradualmente suas funções à frente da Igreja Católica, ficou em pé na parte traseira do veículo enquanto percorria a praça, acenando, sorrindo e parando para conversar com os peregrinos.
Leão XIV teve o lobo inferior do pulmão direito removido em uma operação na semana passada, quando o Vaticano divulgou que ele tinha um adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão.
O diagnóstico, que atingiu o papa mais jovem em décadas apenas pouco mais de um ano após ele assumir o cargo, causou surpresa e levantou questionamentos sobre os rumos de seu pontificado.
O papa tem uma viagem prevista ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre 6 e 17 de novembro, em uma das agendas internacionais mais intensas organizadas para um líder católico em décadas. Ainda não está claro, porém, se a viagem ocorrerá conforme o planejado.
A Espanha condenou Javier Milei nesta quarta-feira (21) por "interferência externa, ataques e insultos" depois que o presidente argentino, em visita ao país, chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de "ditador" e pediu aos eleitores que o tirem do poder semanas antes de uma eleição geral.
A fala de Milei foi feita para demonstrar seu apoio à oposição de direita e de extrema direita, a pouco mais de um mês das eleições gerais.
Durante seu discurso, o líder ultraliberal, de 55 anos, chamou Sánchez de "ladrão" e "corrupto", e instou os espanhóis a "expulsarem os socialistas a pontapés", a pouco mais de um mês das eleições antecipadas de 29 de novembro.
Nesse pleito, para o qual cerca de 39 milhões de espanhóis estão convocados a votar, as pesquisas dão vantagem, por ora, ao conservador Partido Popular (PP), à frente dos socialistas, embora sem alcançar a maioria absoluta. Isso conferiria ao partido de extrema direita Vox uma possível posição decisiva.
A reação não tardou, e o Ministério das Relações Exteriores emitiu um comunicado expressando sua "mais enérgica condenação" aos "insultos e calúnias" de Milei, e afirmou que a Espanha "não aceita ingerências externas, nem ataques e injúrias ao seu presidente".
Milei também atacou os "partidos de esquerda" na Europa, acusando-os de serem os responsáveis pela "estagnação brutal" da economia do continente.
Sobre a imigração, Milei acusou o governo de Sánchez de fomentar, com motivações eleitorais, uma "invasão" migratória, citando o que ocorreu no enclave de Ceuta, onde dezenas de milhares de migrantes entraram no final de julho.
Durante sua visita a Madri, o presidente argentino deve se reunir com representantes do Vox e com a presidente conservadora da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, do PP.
Inspirados pela França, estudantes, professores e funcionários públicos da Grécia tomaram ruas de Atenas nesta quarta-feira (21) para protestar contra o alto custo de vida e deficiências do sistema educacional do país.
Cerca de 5.000 pessoas se concentraram na capital grega, e outras 3.000, em Tessalônica, a segunda maior cidade do país, no norte, informou à AFP um porta-voz da polícia. Outra concentração na cidade de Patras, no oeste, reuniu cerca de 3.000 manifestantes.
Na noite de terça-feira (20), dezenas de estudantes instalaram barracas na praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma rua exclusiva para pedestres em Tessalônica, constatou a AFP.
O sindicato de servidores públicos Adedy convocou, por sua vez, uma paralisação e uma manifestação em Atenas.
Apesar dos recentes reajustes, o salário mínimo na Grécia não ultrapassa 920 euros (cerca de R$ 5.180) líquidos por mês.
Alunos e professores do ensino médio também protestam contra a precariedade das infraestruturas e a falta de funcionários. O sindicato dos docentes do ensino médio OLME estima em 15.000 o número de professores em falta nas escolas.
Um grande complexo escolar em Atenas está fechado há quase duas semanas devido a um vazamento de gás que continua sob investigação, o que deixou 4.000 alunos sem aulas.
"Acho que algo pode mudar, pelo que a França está fazendo; a França vai inspirar a Grécia", afirmou Papanikolaou.
Philippos Armen, estudante de física na Universidade de Tessalônica, ressaltou que "os problemas são comuns em muitos países da Europa", em vista das manifestações estudantis que se espalham por vários países europeus, como na vizinha Albânia.
Os manifestantes exigem um aumento dos gastos públicos em educação na Grécia, que em 2023 destinou 3,3% do seu PIB a esta área, abaixo da média da UE (4,7%), segundo dados da Eurostat, a agência estatística europeia.
Por sua vez, o sindicato de servidores públicos Adedy reivindica um aumento salarial e um apoio "substancial" aos docentes.
O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, afirmou na segunda-feira (19) que a Grécia nunca voltará à época de "grande agitação social" que marcou os anos da crise financeira. Em setembro, a inflação grega foi uma das mais altas da zona do euro, chegando a 5,1%, frente aos 3,8% em média no bloco, indicou um relatório da Eurostat.
O Ministério da Fazenda anunciou nesta quarta-feira (21) medidas para assegurar a aplicação da imunidade tributária prevista na Constituição nas importações para projetos de universidades públicas, institutos federais e instituições públicas de ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com o ministério, equipamentos, softwares e insumos importados por fundações de apoio em nome dessas instituições passam a contar com o amparo da imunidade tributária recíproca.
A medida, segundo a pasta, permitirá que 100% dos recursos destinados à pesquisa sejam convertidos em tecnologia e insumos para laboratórios, sem perdas com tributação indevida.
A iniciativa busca dar segurança jurídica às operações de importação voltadas à pesquisa pública e eliminar dúvidas sobre a manutenção da imunidade quando as fundações de apoio atuam na gestão dos recursos e nos procedimentos de aquisição e despacho aduaneiro.
De acordo com o ministério, essa incerteza gerava risco de tributação e dificultava a compra de equipamentos, softwares e insumos para atividades de pesquisa.
A Fazenda também definiu que a administração financeira dos projetos pelas fundações é apenas um mecanismo operacional e não altera a natureza pública dos recursos vinculados às universidades e instituições de pesquisa.
Para ter acesso ao benefício, as operações deverão seguir uma série de exigências, como a realização da importação em nome da instituição pública, a movimentação dos recursos em conta exclusiva do projeto, a incorporação imediata dos bens ao patrimônio da universidade ou instituto beneficiado e a prestação de contas sujeita à fiscalização da Receita Federal e dos órgãos de controle.
Segundo o governo, a medida deve reduzir gargalos burocráticos, ampliar a capacidade de desenvolvimento científico e tecnológico do país e acelerar o reaparelhamento de universidades públicas, institutos federais e instituições públicas de pesquisa.
A medida também busca reduzir os efeitos das limitações do atual sistema de desoneração das importações para pesquisa científica, hoje condicionado a uma cota administrada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apontada pelo governo como insuficiente para atender toda a demanda de universidades e instituições de pesquisa.
As mudanças foram definidas após discussões entre a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Receita Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e representantes das universidades federais.
O governo federal abriu crédito extraordinário no valor de R$ 6,49 bilhões para financiar pessoas físicas e empresas exportadoras de bens e serviços que fazem parte do Plano Brasil Soberano.

A autorização faz parte da Medida Provisória nº 1.397, publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União.
De acordo o texto, os recursos ficarão sob responsabilidade do Fundo de Garantia à Exportação, vinculado ao Ministério da Fazenda.
O Plano Brasil Soberano é uma das medidas de apoio do governo brasileiro às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.
Por se tratar de crédito extraordinário, a medida tem como fundamento os artigos 62 e 167, parágrafo 3º, da Constituição Federal.