Em compromisso com a campanha nacional do Maio Laranja, de combate ao abuso sexual infantil, a Escola Municial Aruanda, em João Pessoa, vem realizando ações de educação sexual e combate ao abuso.
Apesar das ações intensivas realizadas durante o mês de maio em atenção à campanha nacional de combate ao abuso, a instituição realiza ações voltadas à educação sexual durante todo o período letivo, utilizando palestras, imagens e textos para criar ambientes seguros de diálogo com os alunos.
De acordo com a Conselheira Tutelar, Verônica Oliveira, o espaço de diálogo é crucial para a proteção de um dos grupos mais vulneráveis a situações de abuso.
Durante os encontros realizados na escola, os estudantes tiram dúvidas, relatam situações de possível desconforto e conhecem os canais de denúncia. Para a Conselheira Tutelar, Débora Melo, é importante sempre manter o alerta aos sinais das crianças e adolescentes.
“Essa violação ela vem no âmbito familiar. Quando a gente começa a trabalhar com essa criança desde pequena, que algo que incomode ela, um toque diferente, aquele abraço que aquela pessoa é persistente, aquele diálogo nas redes sociais, aquela ligação inadequada de vídeo, é aí que mora o perigo, que ela tem que ligar o sinal de atenção e entender: não posso continuar aqui, eu tenho que contar para alguém que me proteja”, detalhou.
A escola atua a partir de uma equipe multiprofissional composta por assistentes sociais, psicólogos, orientadores educacionais e supervisores, dedicada à realização e acompanhamento das ações de combate ao abuso.
Segundo a conselheira Verônica, vários relatos surgiram a partir dos encontros ministrados.
“Durante várias palestras que damos, é difícil a gente não sair de uma escola ou de uma creche com um ou dois casos que, após a palestra, a criança ou o adolescente nos procura para dizer que está vivenciando da mesma forma fatos que nós citamos”, contou.
Além das ações de conscientização, a instituição desenvolveu um guia para orientar outros profissionais da educação sobre as formas de combate ao abuso sexual infantil. Para um dos envolvidos no projeto, o doutor em psicologia social, Macdouglas de Oliveira, o conteúdo une várias ferramentas pedagógicas como forma de abordar o tema sensível.
No guia, os educadores podem conferir, inclusive, um formato de notificação a ser preenchido com as informações da criança em situação de vulnerabilidade. Esse documento pré-preenchido pretende facilitar o contato com as autoridades responsáveis em caso de relatos de abuso.
Atrelado ao combate ao abuso físico, os profissionais se dedicam à prevenção das novas formas de violência, como no caso de abuso em ambientes digitais.