Um navio comercial afundou nesta terça-feira (6) no Mar Negro, na costa da Bulgária, após ser atingido por drones. A tripulação está desaparecida, segundo autoridades. Fontes de segurança marítima disseram à Reuters que a Rússia é suspeita. Esse seria o primeiro ataque contra embarcações na zona econômica exclusiva de um país da Otan desde o início da guerra na Ucrânia.
O navio afundou a cerca de 112 km da cidade costeira de Byala, no leste da Bulgária. O primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, classificou o ataque como uma grave violação do direito internacional.
“Se essa guerra não for encerrada a tempo, continuará a expandir seu alcance geográfico e aumentará o risco de um conflito até mesmo global”, declarou ele.
Dois navios foram atingidos, segundo Radev. O que afundou, tinha bandeira do Togo. A carga não foi divulgada e ainda não se sabe quantas pessoas estavam a bordo. Uma operação de buscas está em andamento.
A segunda embarcação transportava grãos e teve a tripulação resgatada. Duas pessoas ficaram feridas.
A Rússia não havia se pronunciado sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou o ataque na costa da Bulgária. Segundo ela, embarcações comerciais e tripulações civis estão sendo colocadas em risco.
A Bulgária não faz fronteira com a Rússia ou Ucrânia, mas ocupa uma posição estratégica no Mar Negro, onde os dois países mantêm importantes portos.
O grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard afirmou que os ataques desta terça-feira atingiram dois navios de carga: o ALFA WATAN, com bandeira do Togo, e o ABLE, com bandeira de Palau. Os dois estavam dentro da zona econômica exclusiva da Bulgária.
O ataque aconteceu um dia depois de autoridades da Romênia informarem que duas pessoas morreram em um incêndio em um navio no Mar Negro, fora das águas territoriais do país.
A empresa de segurança marítima MARISKS classificou os episódios como uma “escalada significativa” da ameaça à navegação comercial no oeste do Mar Negro. A companhia recomendou que capitães e operadores mantenham atenção redobrada para a presença de drones na região.
Segundo a empresa, chama atenção o fato de os incidentes estarem se espalhando para áreas mais distantes da Ucrânia e atingindo as zonas econômicas exclusivas de países membros da Otan, como Romênia e Bulgária.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, atribuiu a drones russos o incidente ocorrido na Romênia. O governo da Rússia não havia se pronunciado sobre o episódio.
Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, países europeus já relataram diferentes episódios envolvendo drones russos em seus espaços aéreos. Também foram registradas minas à deriva no Mar Negro, afetando rotas comerciais e de transporte de energia.
*Com informações da Reuters.
O Brasil deve crescer 2,1% em 2026, segundo projeção do Banco Mundial divulgada nesta terça-feira (6). O ritmo é inferior à média da América Latina e do Caribe, estimada em 2,2% para este ano — abaixo dos 2,4% registrados em 2025.
Entre os países com as maiores taxas de crescimento previstas estão Paraguai, com 4,7%, e El Salvador, com 4,5%.
Segundo o Banco Mundial, os dois países são beneficiados por melhores condições de segurança e por políticas de controle dos gastos públicos, que ajudam a estimular os investimentos privados.
Já Brasil e México, as duas maiores economias da região, devem crescer em ritmo igual ou inferior à média regional. Segundo o Banco Mundial, pesam sobre o desempenho os juros elevados para controlar a inflação, as incertezas sobre as políticas econômicas e o enfraquecimento dos investimentos públicos.
A Argentina tem previsão de crescimento de 2,1% em 2026, abaixo dos 4,5% registrados no ano passado.
Ainda assim, o país deve completar três anos consecutivos de crescimento entre 2025 e 2027, algo que não ocorre há quase duas décadas. A instituição atribui esse desempenho ao ajuste das contas públicas, às mudanças nos impostos e a uma economia mais aberta.
O Banco Mundial divulgou as projeções uma semana antes do início de sua reunião semestral. Para a instituição, o baixo crescimento da região limita os avanços no combate à pobreza e ao trabalho informal.
Outro risco apontado pelo Banco Mundial é o El Niño, fenômeno climático que pode afetar a atividade econômica de diferentes formas. Entre os impactos citados estão secas que prejudicam a agricultura e a geração de energia hidrelétrica, além de períodos de chuvas excessivas.
A instituição também apontou a variação dos preços da energia como um dos principais riscos para a inflação. Se os preços permanecerem elevados, os bancos centrais podem manter os juros altos por mais tempo para tentar conter a alta dos preços.
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro, agravou o conflito no Oriente Médio e elevou os preços da energia no mercado mundial.
* Com informações da agência France Presse
Com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do que mesmo mês de 2025 (US$ 3,14 bilhões).

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).
• Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);
• Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);
• Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);
• Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, só perdendo para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.
Exportações por setor:
• Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% ante setembro de 2025);
• Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);
• Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).
• Indústria extrativa: petróleo bruto (+77,3% ante setembro do ano passado), minério de cobre (+74,2%);
• Indústria de transformação: farelos de soja (+47,7%), combustíveis (+39,1%);
• Agropecuária: soja (+11,9%), café não torrado (+8,7%), centeio e aveia (de US$ 407 mil para US$ 127,8 milhões, alta percentual de 31,2 mil, por diferença de cronograma de embarque).
No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, caíram para a Ásia e ficaram estáveis para a América do Sul.
Exportações por região:
• Europa: US$ 8,3 bilhões (+51,9%)
• América do Norte: US$ 5,2 bilhões (+30,6%)
• América do Sul: US$ 4,2 bilhões (estável)
• Ásia: US$ 17,4 bilhões (-2,5%)
As vendas para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, caem 6,5% no acumulado do ano.
Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.
As compras brasileiras no exterior tiveram leve recuo em setembro (-2,4%), principalmente de bens de capital e bens intermediários.
Importações por categoria:
• Bens de capital: US$ 4,1 bilhões (-29,8%)
• Bens intermediários: US$ 14,9 bilhões (-2,4%)
• Bens de consumo: US$ 4,3 bilhões (+11,5%)
• Combustíveis: US$ 3,4 bilhões (+41,2%, impulsionada pela alta de 58,2% no preço)
No caso dos bens de capital, a desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.
No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões.
No período:
• Exportações: US$ 264,65 bilhões (+10,4%)
• Importações: US$ 222,26 bilhões (+5%)
• Saldo comercial: US$ 62,4 bilhões (+34,8%)
Apesar do crescimento das exportações, o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões).
A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para este ano.
Agência Brasil
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O Banco Central (BC) passará a divulgar mensalmente um novo conjunto de indicadores sobre reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho. A iniciativa deve ampliar a capacidade de monitorar as condições do mercado de trabalho e seus efeitos sobre a inflação.

Com base em informações do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, os indicadores mostrarão os percentuais de reajustes negociados e a proporção de acordos que resultaram em aumentos acima, abaixo ou em linha com a inflação.
As estatísticas incluirão os reajustes nominais, que representam o aumento dos salários em valores correntes, e os reajustes reais, que descontam a inflação e indicam se houve ganho efetivo de poder de compra para os trabalhadores.
A nova base permitirá ao BC acompanhar com maior precisão o comportamento das negociações salariais e avaliar como as condições do mercado de trabalho influenciam a dinâmica dos salários.
Estudo divulgado pelo BC mostra que ganhos reais de salário tendem a ser mais frequentes em períodos de mercado de trabalho aquecido e de baixa taxa de desemprego.
De acordo com a autoridade monetária, esse movimento foi observado entre 2012 e 2014 e voltou a aparecer a partir de 2023, quando cresceu a proporção de convenções coletivas com reajustes acima da inflação.
Segundo a análise, os reajustes negociados mantêm forte relação com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Embora não haja obrigação legal de reposição integral das perdas inflacionárias, a inflação acumulada continua sendo uma das principais referências para trabalhadores e empregadores durante as negociações.
A divulgação regular dos indicadores ampliará o conjunto de informações disponíveis para a sociedade acompanhar a evolução dos salários negociados no país e sua relação com a inflação.
Os dados abrangem convenções coletivas de todas as regiões e dos principais setores da economia, como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços, e estarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.
A Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência em mais 15 cidades afetadas por desastres. As portarias com os reconhecimentos federais foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (6). Confira mais detalhes abaixo:
Passam por estiagem os municípios de São José da Tapera, em Alagoas; Brumado, na Bahia; Milhã, no Ceará, Colinas do Sul, em Goiás, e Aroeiras e Ouro Velho, na Paraíba, enquanto Curral Novo do Piauí, no Piauí, enfrenta a seca. que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.
Foram atingidas por vendaval as cidades de Candiota, Canguçu, Charqueadas e Erval Grande. Alegrete, no mesmo estado, registrou queda de granizo, e Rio Negro, no Paraná, inundações. Já Barra do Turvo, em São Paulo, foi castigada por fortes chuvas.
Por fim, Santarém, no Pará, obteve o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de erosão de margem fluvial.
Como solicitar recursos
Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.
Capacitações da Defesa Civil Nacional
A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.
MIDR
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (6), um alerta laranja de baixa umidade para 60 cidades paraibanas. Veja lista completa de municípios afetados abaixo.
O aviso teve início às 12h desta terça (6) e é válido até às 22h do mesmo dia. Os municípios sob alerta estão localizados no Sertão paraibano.
Além do alerta laranja, a região está sob outro alerta amarelo de baixa umidade do ar. Ao todo, 106 municípios estão sob alerta desde segunda (5) até o fim do dia desta terça (6).
O instituto orienta que a população:
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
Os sites e aplicativos de apostas esportivas e jogos online, conhecidos como bets, começam a sair do ar em todo o país nesta terça-feira (6). A medida cumpre o previsto na MP 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade dessas atividades no Brasil.

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente os recursos mantidos nas plataformas terminou às 23h59 de ontem (5).
As empresas terão os dias 7 e 8 de outubro para informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de seus clientes, vinculados aos respectivos CPFs. De 9 a 14 de outubro, os bancos deverão efetuar a devolução dos valores aos apostadores.
Nos casos em que houver impedimento para a restituição dos recursos pelas instituições financeiras, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.
A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. A proibição alcança as apostas esportivas e os jogos online e determina o encerramento das atividades das plataformas no país.
A devolução vale para os saldos mantidos nas plataformas autorizadas. Segundo estimativas da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), cerca de 23 milhões de apostadores tinham recursos nessas contas. O governo calcula que aproximadamente R$ 1,7 bilhão deverá ser devolvido aos usuários.
Quem não conseguiu sacar os recursos dentro do prazo não perderá o dinheiro. As empresas deverão repassar aos bancos os dados dos saldos remanescentes para que a devolução seja feita aos apostadores. Nos casos em que houver impedimento para a devolução pelos bancos, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.
O governo orienta os usuários a guardar comprovantes de saldo e de eventuais solicitações de saque feitas antes do encerramento das operações. Quem não retirou os recursos até o fim do prazo deverá acompanhar os procedimentos de devolução pelas instituições financeiras.
Lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) participam do processo de bloqueio dos sites e aplicativos. Usuários que tentarem acessar as plataformas poderão ser direcionados para páginas com orientações sobre a devolução dos valores.
O governo também ampliou as ações contra plataformas irregulares. Até o fim de setembro, os ministérios da Justiça e da Fazenda haviam solicitado o bloqueio de 5.209 domínios ligados à exploração ilegal de apostas.
A MP 1.394/2026 está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Como toda medida provisória, perderá a validade se não for aprovada pelos parlamentares dentro do prazo constitucional.
Veja o cronograma para o fim das bets nas plataformas e a devolução dos recursos
Agência Brasil
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Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas nesse sábado (3) em São Paulo, no concurso 3066 da Mega-Sena. O próximo concurso, na terça-feira (6), pode pagar até R$ 92 milhões.

Os números sorteados foram 04 - 06 - 09 - 13 - 28 - 48.
O sorteio do concurso 3066 foi feito excepcionalmente no sábado por causa da realização das eleições neste domingo (4).
Acertaram as cinco dezenas 118 apostadores que vão receber, cada um, R$ 25.224,37. Quatro números foram marcados por 8.062 apostadores que levam o prêmio individual de R$ 608,56.
A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser feita também pela internet.
Persistem as condições de nebulosidade variável sobre o setor leste do estado. Chuvas fracas e passageiras deverão ser registradas na madrugada e primeiras horas do dia. Já nas regiões do Sertão e Alto Sertão, o predomínio será de céu claro e tempo firme, onde, baixos índices de umidade relativa do ar poderão ser registrados. Para as demais regiões do estado não há previsão de chuvas.