Outubro 23, 2026

    Arimatea

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    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deve receber na próxima terça-feira (13) relatórios da Polícia Federal (PF) com menções a integrantes da Corte no caso Master.

    O material foi requisitado por Fachin ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao confirmar uma reunião, que foi pedida pelo delegado. Em um ofício, Fachin afirmou que nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração.

    Dos 10 ministros do Supremo, há citações, em graus diferentes, de pelo menos seis ministros ou parentes — além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

    A movimentação da PF tem potencial para aprofundar a crise instalada no Supremo desde setembro, pressionando Fachin a adotar providências em relação aos colegas.

    Até agora, o foco estava nos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que diante das costuras internas expuseram publicamente a divisão da Corte.

    A PF avalia que o encontro pode resolver eventuais divergências provocadas pelo caso Master com o Supremo e pavimentar a retomada das investigações. Nas últimas semanas, a PF trabalhou na individualização das citações.

    A ala do ministro Alexandre de Moraes defende que não haja avanços antes do fim das eleições. A avaliação desses ministros é que, com um cenário mais completo sobre o que de fato a PF entende ter reunido contra cada integrante da Corte, cabe ao Presidente do Supremo dar o mesmo tratamento a todos os citados.

    Nos bastidores, aliados de Moraes e do ministro André Mendonça afirmam reservadamente que o melhor caminho seria a Presidência enviar os elementos reunidos pela Polícia Federal para análise da Procuradoria-Geral da República, sem vincular a medida ao procurador-geral, Paulo Gonet, que também foi citado no caso e teve uma apuração rejeitada pelo Conselho Superior do Ministério Público.

    O encaminhamento dos casos para a PGR, além de dar respaldo ao Supremo para decidir diante de uma análise técnica, ainda daria tempo para novas investidas para uma composição interna — apontada ainda como de difícil solução.

    Ministros, no entanto, apontam que houve uma certa melhora no clima entre as duas alas após o primeiro turno, mas que Mendonça e Moraes ainda estão sem se falar, assim como Gilmar Mendes e Nunes Marques.

    Crise 'Master' no STF

    As ligações de ministros do STF com o caso Master começaram em abril de 2025, quando a colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo", revelou a contratação do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master para representação em algumas ações.

    Em dezembro, foi publicado que o contrato era de cerca de R$ 130 milhões e, neste ano, a PF apontou que o ministro foi interlocutor ao menos de 52 mensagens de Vorcaro, inclusive no dia em que foi preso.

    Depois, surgiram negócios que envolviam o ministro Dias Tóffoli com fundos do Banco Master na sociedade de um resort da família do ministro no Paraná, o que levou o ministro a deixar a relatoria do caso Master e a se declarar suspeito para analisar questões da investigação na Segunda Turma do Supremo.

    No mês passado, surgiram mensagens que citavam envolvimento com Daniel Vorcaro, do ministro Nunes Marques, do filho dele, também envolvendo contratações, e do filho do ministro Luiz Fux, por susposto pedido de ajuda em um processo.

    Em relação ao ministro André Mendonça, foi divulgada uma foto com advogado de Vorcaro, um encontro com o banqueiro e um pedido de investigação de uma possível relação entre o Banco Master e o Instituto Iter — ligado ao ministro. Também foi identificada a contratação de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, por Vorcaro, além de uma reunião e tentativas de aproximação.

    Todos os ministros e familiares negam irregularidades ou envolvimentos com Daniel Vorcaro.

     
    g1
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    No despacho, Fachin afirma que ainda há procedimentos que precisam ser analisados antes do processo ser tornado público.

    Segundo a Presidência do STF, foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda pendentes de avaliação da Presidência. Depois disso, o inquérito deve seguir para o "arquivamento definitivo" e só então ele será divulgado (entenda mais abaixo).

    Entre os processos que o ministro quer analisar estão os inquéritos das fake news, das milícias digitais, as investigações que levaram às condenações de Bolsonaro e aliados na chamada trama golpista, além da apuração sobre a falsificação de cartões de vacina. 

    Em resposta, a Presidência do STF informou que três dos quatro procedimentos são públicos e podem ser acessados imediatamente pelo ministro. O acesso ao inquérito das fake news, no entanto, depende da análise dos documentos que ainda estão sob sigilo. 

    Segundo Fachin, 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda estão em fase de organização e análise, antes que a Corte defina quais são as medidas que devem ser tomadas em cada caso.

     

    Caberá à PGR avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual apresentação de denúncia ou pedido de arquivamento.

    Fachin afirmou que pretende concluir a análise dos procedimentos pendentes e, após o cumprimento das etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito. É neste momento em que o acesso integral aos documentos será garantido.

    Pedido de Fux

    A decisão de Fux que pedia o compartilhamento do inquérito foi tomada no âmbito de uma ação do Progressistas (PP), partido que apoia o senador Flávio Bolsonaro na candidatura à Presidência da República, apresentada em abril de 2024, parada desde então.

    Esse pedido foi apresentado pelo PP contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, que determinou a apuração separada e sigilosa, por meio de uma petição, dos fatos que levaram à operação Tempus Veritatis.

    A operação investigou uma tentativa de golpe por parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O PP argumenta que a decisão de Moraes fere preceitos da Constituição, como a dignidade da pessoa humana, o juiz natural, a segurança jurídica, a vedação a juízo de exceção o devido processo legal e o contraditório.

    O partido questiona a definição de Moraes como relator desses casos e cita que, ao longo dos anos, foram tomadas centenas de decisões e despachos sigilosos Fux argumenta que parte do material já está sem sigilo e foi fornecida a advogados.

    Segundo o ministro, o acesso é necessário para análise dos pedidos do partido.

    "Se a defesa tem acesso aos elementos documentados, a fortiori o tem o ministro desta Corte a quem incumbe decidir sobre a constitucionalidade do procedimento. O Tribunal não pode saber menos do que as partes sobre o que o Tribunal faz", escreveu.

    Fux afirmou que não está fazendo nenhuma análise preliminar do caso.

    "Nada do que aqui se decide antecipa juízo sobre a validade do ato impugnado, sobre a existência de conexão entre os feitos, sobre a competência desta Corte para as investigações ou sobre o cabimento da arguição. São questões que serão enfrentadas, se for o caso, depois de instruído o feito", disse.

     
    g1
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    O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, subiu o tom nesta sexta-feira (9) e acusou o rival das urnas, Lula (PT), de ter recebido propina para a produção de um filme sobre a trajetória do petista.

    A declaração do conservador ocorre com base em reportagem da revista Veja, que cita um suposto repasse de R$ 30 milhões do ex-banqueiro preso para aliados de Lula.

    “Quero tratar deste tema, que saiu agora na revista Veja. Fui injustiçado. Você não sabe como é difícil disputar um cargo público tomando tanta pancada com mentiras. E muita gente me pré-julgou porque eu fui pedir um patrocínio para um fundo privado, para um empresário, do presidente Bolsonaro, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”, iniciou.

    Em seguida, Flávio usou a matéria jornalística, cujo teor já foi negado pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República), para acusar o petista.

    “O que nós vimos agora, com o áudio do próprio Vorcaro, dizendo o que eu sempre falei desde o dia um: ‘Com o filme do Bolsonaro, não tem nada de errado.’ Já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora. Esse cara recebeu propina. Então, o Bolsonaro pediu um patrocínio, e o Lula pediu propina”, afirmou.

    O candidato ao Planalto ainda foi categórico ao falar que “Lula roubou o dinheiro do próprio filme dele porque o Vorcaro disse que deu R$ 30 milhões por fora para o Instituto Lula”.

    “Via alguns intermediários, como o Alexandre Padilha, o ministro da Saúde do Lula, cobrando 10% de propina para pegar dinheiro de aposentado, da Caixa e do Banco do Brasil, para investir em papel podre do Master”, enfatizou.

    No fim da entrevista, o conservador ainda disse: “Essa é a digital do governo Lula: um bando de propineiro, vagabundo e ladrão. E, do lado de cá, a gente vai arrumar esse Brasil com muita honestidade e transparência.”

     
    R7
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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (9) que o segundo turno da corrida presidencial terá “muito debate na TV e na internet” e brincou que está virando o “rei da selfie”.

    A declaração foi dada durante uma caminhada de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do DF. Lula e Grass estavam embarcados em um carro aberto e eram seguidos pelas pessoas. 

    "Vai ter muito debate, vai ter muito debate na televisão, vai ter debate na internet, eu agora estou virando o rei da selfie, agora eu estou virando agora um internauta. Podem se preparar", disse. 

    A declaração ocorre após a campanha de Lula decidir intensificar a atuação do presidente nas redes sociais no segundo turno.

    O petista passou a fazer vídeos informais e disse que precisava dedicar mais tempo às redes e conceder mais entrevistas a rádios.

    No primeiro turno, Lula terminou a disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.

    Durante o discurso em Ceilândia, Lula também afirmou que acredita que vencerá o segundo turno e mencionou o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

     

    "Eu queria que tivessem a certeza do seguinte, nós vamos ganhar essas eleições. Pode ficar certo que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos das pessoas da Covid 19, esse país não será governador pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do [Daniel] Vorcaro, esse país não será governado por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB", afirmou.

    Ao fim da passeata, Lula afirmou que o ato era dedicado a pessoas que "amam a bandeira do Brasil" e criticou a oposição.

    "Essa é a passeata dos que amam a bandeira verde e amarela do Brasil. Do outro lado estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa é a bandeira daqueles que querem um Brasil soberano e do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas daqui. E nós queremos dizer em alto e bom som, o Brasil e a riquezas do Brasil são do povo brasileiro e aqui ninguém tasca", justificou.

    Debates

    No primeiro turno, Lula decidiu não participar do debates, incluindo o da TV Globo que estava previsto para 1º de outubro. O encontro acabou cancelado após decisões judiciais sobre as regras e a participação dos candidatos.

    Depois da votação de 4 de outubro, já classificado para o segundo turno, Lula cobrou de sua equipe a organização de sua participação nos debates.

    A TV Globo já marcou para 23 de outubro, dois dias antes da votação, o último debate entre os candidatos à Presidência.

     
    g1
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    Douglas Ruas (PL), que deve ser anunciado em breve como governador eleito do Rio de Janeiro, após o TSE decidir manter o indeferimento de Anthony Garotinho e anular seus 274.411 votos, afirmou nesta sexta-feira (9) que pedirá a seus aliados que tentem converter a favor de Flávio Bolsonaro (PL) os votos de quem se absteve no 1º turno.

    O pedido tem sido reproduzido por estratégia do PL. Ao todo, foram 33 milhões de abstenções na votação do último domingo (4).

    “Vamos convencer quem não saiu de casa para sair de casa no dia 25 e votar no Flávio Bolsonaro”, declarou Ruas, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio, ao chegar em evento com Flávio e lideranças do partido.

    Segundo Ruas, a reunião desta sexta-feira é para pedir a prefeitos e a vereadores aliados que se mantenham mobilizados pela campanha de Flávio. O governador eleito disse ainda que vai dialogar com todos os cidadãos no Rio de Janeiro, “independentemente da opção feita no 1º turno”.

     
    R7 com Estadão Conteúdo
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    A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.

    — A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário. 

    Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.

    A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).

    'Hora da mudança'

    Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:

    — A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.

    Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.

     

    Agência Senado
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    Agentes do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, balearam um homem em Nova York na presença de uma criança de 5 anos. O caso ocorreu na noite de quinta-feira (8) e abriu uma crise entre o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

    A criança não se feriu, segundo autoridades.

    O caso aconteceu no fim da tarde de quinta-feira (8), pelo horário local. O homem, identificado pela polícia de Nova York como Oscar Belgal, de 28 anos, foi abordado por agentes do ICE no bairro de Marble Hill.

    Os agentes tentaram prendê-lo e, durante a abordagem, Belgal foi baleado por um deles. O tiro atingiu "superificialmente" o pescoço do homem, de acordo com autoridades.

    Nesta sexta-feira (9), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) alegou que os agentes atiraram porque se sentiram ameaçados, mas não explicou se a suposta ameaça foi confirmada.

    O departamento também disse à agência de notícias AFP que agentes realizavam uma operação no distrito do Bronx "para deter um cidadão dominicano em situação irregular, com várias condenações".

    "Durante a intervenção, um agente do ICE fez uso da sua arma de fogo e o indivíduo ficou ferido. Os agentes (...) prestaram-lhe de imediato assistência. O homem está vivo e foi transportado para um hospital local", disse à AFP um porta-voz do DHS. 

    O episódio detonou a ira do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Mamdani assegurou que o ferido era residente da cidade.

    "Segundo a informação inicial, os agentes o cercaram enquanto ele se encontrava no seu carro com uma criança de cinco anos e dispararam várias vezes", afirmou. "A situação é inaceitável e de extrema gravidade", acrescentou Mamdani, que detalhou que a criança não ficou ferida.

    O prefeito disse ainda que falará com o presidente dos EUA, Donald Trump, para "exigir que ponha fim a todas as operações de controle de imigração realizadas pelo ICE na cidade".

    Segundo o DHS, o indivíduo envolvido "estaria vinculado à gangue dos Trinitarios, a mesma gangue que feriu brutalmente com um tiro um agente da patrulha de fronteira no ano passado".

    "Esperamos das autoridades federais que esclareçam completamente, com total transparência, as circunstâncias desse incidente", reagiu a governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul.

    À noite, opositores da polícia de imigração se reuniram no local, constatou a AFP.

    A organização New York Immigration Coalition, que defende os direitos dos imigrantes, "exigiu uma investigação" e a divulgação dos vídeos das câmeras corporais usadas pelos agentes do ICE.

     
    France Presse
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    O furacão Isaías se fortaleceu e chegou à categoria 3, com ventos sustentados de até 175 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

    O alerta foi dado às 9h25 desta sexta-feira (9), no horário de Brasília, enquanto a tempestade, que está no Golfo do México, se desloca em direção à Flórida, na costa dos EUA, onde autoridades ordenaram evacuações em algumas áreas que estão sob risco de inundações. 

    "Isaias se torna um furacão de grande intensidade. Dados de uma aeronave caçadora de furacões da Reserva da Força Aérea indicam que os ventos sustentados máximos aumentaram", escreveu o NHC em post no X. 

    De acordo com os alertas, espera-se que o Isaías atinja a região entre a foz do rio Mississippi, o Alabama e a Flórida. Além dos danos causados pelo vento, ele também deve provocar fortes chuvas, inundações repentinas e uma elevação do nível do mar nas áreas costeiras.

    Os governos da Flórida e do Alabama declararam estado de emergência para dezenas de condados. 

    Em Pensacola, equipes de empresas de energia elétrica instalaram-se em hotéis da região, com maquinário e equipamentos para lidar com possíveis cortes de luz. Alguns abrigos também foram disponibilizados.

    As autoridades federais anunciaram que estão coordenando ações com os governos locais para uma resposta adequada ao furacão. 

    "Àqueles que estão na trajetória da tempestade, pedimos que façam a sua parte para estarem preparados", disse Markwayne Mullin, secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, na rede social X.
     
     
    g1
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    O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). Ao todo, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros no dia 30, ante 998 milhões em agosto. O total representa um crescimento de aproximadamente 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões.

    O número de chaves, porém, não corresponde à quantidade de usuários do sistema. Como uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Isso significa uma média próxima de seis chaves por cliente, considerando os números aproximados.

    Do total de registros, 956,7 milhões estavam vinculados a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas, conforme os dados do BC.

    Mais da metade dos cadastros corresponde a chaves aleatórias, que permitem receber transferências sem precisar compartilhar informações pessoais, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), telefone ou e-mail.

    Confira a distribuição por tipo de chave:

    •     Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%);
    •     Celulares: 166,3 milhões (16,5%);
    •     CPF: 153,9 milhões (15,4%);
    •     E-mails: 144,6 milhões (14,3%).

    Como funcionam

    As chaves Pix são identificadores associados a uma conta bancária ou de pagamento e facilitam o envio e o recebimento de dinheiro. O usuário pode cadastrar CPF, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.

    Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar vinculada a uma conta por vez.

    O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira. A chave Pix, entretanto, não é obrigatória, também é possível realizar transferências utilizando os dados bancários do destinatário, além de recursos como Código QR.

    Volume de transações

    O avanço no número de chaves acompanha a utilização do Pix para transferências e pagamentos cotidianos. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.

    O SPI processa e liquida transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real. Operações realizadas entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do BC.

    Segurança dos cadastros

    A chave aleatória permite receber valores sem divulgar diretamente dados pessoais. Ainda assim, os usuários devem conferir a identidade do destinatário antes de confirmar uma transferência.

    Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes. 

     
    Agência Brasil
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    A equipe econômica anunciou nesta sexta-feira (9) que vai ampliar a desoneração de tributos federais sobre a gasolina e aumentar os subsídios ao etanol e ao diesel importado.

    As medidas ocorrem a 16 dias do segundo turno das eleições e envolvem custos estimados em R$ 5,2 bilhões em 30 dias.

    Com a decisão, a redução tributária sobre a gasolina passa de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis. A medida vale por 30 dias, com possibilidade de revisão ou prorrogação.

    Além da gasolina, o pacote contempla a manutenção de benefícios ao etanol hidratado e o reforço da subvenção ao diesel importado.

    Confira as principais mudanças:

    • Gasolina: redução tributária de R$ 0,89 por litro, com custo estimado de R$ 2,4 bilhões por mês;
    • Etanol: manutenção da desoneração de R$ 0,19 por litro;
    • Produtores de etanol: subsídio ampliado de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro;
    • Diesel importado: subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 já previstos.

    O impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026. Já o reforço da subvenção ao diesel importado custará cerca de R$ 1,6 bilhão no período de 30 dias.

    Paralelamente, o governo abriu um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, por meio da Medida Provisória 1.395, publicada nesta sexta no Diário Oficial da União.

    Os recursos serão destinados a programas de subvenção econômica à produção e à importação de combustíveis.

    Do total, R$ 6,17 bilhões serão destinados ao diesel de uso rodoviário, enquanto R$ 1,35 bilhão financiará ações relacionadas a outros derivados de petróleo. Os recursos, no entanto, cobrem os subsídios atuais.

    Petróleo em alta

    O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou as medidas pela continuidade da alta internacional do petróleo e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.

    “Por essa razão, então, nós estamos zerando a tributação federal, PIS/Cofins e Cide sobre gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as condições.”

    Segundo o ministro, o barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante aproximadamente US$ 70 antes do conflito. As margens internacionais de refino também registraram alta, pressionando os preços dos derivados.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende utilizar o aumento da arrecadação com as receitas petrolíferas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre a população.

    “Estamos reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de arrecadação para proteger a população brasileira”, declarou Durigan.

    Compensação fiscal

    Segundo o Ministério do Planejamento, as renúncias relacionadas à gasolina e ao etanol serão compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União, com o objetivo de garantir a neutralidade fiscal.

    Em nota, a pasta informou que as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas conforme a conjuntura econômica e a disponibilidade orçamentária e financeira.

    O crédito extraordinário será destinado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por ações relacionadas às subvenções econômicas previstas nas medidas provisórias editadas neste ano.

     

    Agência Brasil
    Portal Santo André em Foco

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