São Filipe Benício
Sacerdote servita (1233-1285)
Filipe Benício nasceu no dia 15 de agosto de 1233, no seio de uma rica família da nobreza, em Florença, Itália. Aos 13 anos, foi enviado, com seu preceptor, a Paris para estudar Medicina. Voltou e foi para a Universidade de Pádua, onde, aos 19 anos, formou-se em Filosofia e Medicina. Depois, durante um ano, exerceu a profissão na sua cidade natal.
Devoto de Maria e muito religioso, possuía, também, sólida formação religiosa. Nesse período de estabelecimento profissional, passou a frequentar a igreja do mosteiro e, com os religiosos, aprofundou o estudo das Sagradas Escrituras. Logo suas orações frutificaram e recebeu o chamado para a vida religiosa. Filipe contou que tudo aconteceu diante do crucifixo de Jesus: uma luz veio do céu e uma voz mandou-o servir ao Senhor, na Ordem dos Servitas.
Foi a Monte Senário, pediu admissão nos Servos de Maria, onde ingressou, em 1254, como irmão leigo, destacando-se logo pela retórica. Certo dia do ano 1258, estava em companhia de um sacerdote e o prior quando encontraram dois dominicanos no caminho. Conversaram um bom tempo e Filipe discursou com tanta desenvoltura, sabedoria e eloquência que, nesse mesmo ano, foi ordenado sacerdote.
Em 1262, foi nomeado professor de noviços e vigário assistente do prior-geral. Por voto unânime, em 1267, foi eleito prior-geral da Ordem dos Servitas. Quando o papa Clemente IV morreu, no ano seguinte, Filipe foi proposto como candidato à cátedra de Pedro, mas retirou-se para as montanhas, onde ficou por algum tempo.
Sob sua direção, os frades servitas expandiram-se rapidamente e com sucesso. Participou do Concílio Ecumênico de Lyon, em 1274, na França. Era um conciliador, sendo que sua pregação talentosa e eficiente trouxe frutos benéficos para a Ordem e para a Igreja.
Atuou, a pedido de Roma, para promover a paz na acirrada disputa entre duas famílias dominantes de Forli, cidade do norte da Itália, em 1283. Eram os guelfos apoiando os pontífices e os guibelinos, os imperadores germânicos. Lá, Felipe recebeu um tapa no rosto, do jovem guibelino Peregrino Laziosi. Filipe aceitou o golpe. O jovem, mais tarde, arrependeu-se. Foi ao seu encontro, pediu desculpas e ingressou na Ordem. Peregrino tornou-se tão humilde e caridoso para com o povo que se tornou um dos santos da Igreja.
Segundo os registros da Ordem e a tradição, Filipe gozava da fama de santidade em vida. Morreu em 22 de agosto de 1285 na cidade de Todi, quando voltava para Roma. Foi canonizado pelo papa Clemente X em 1617. Suas relíquias estão sob a guarda da igreja Santa Maria das Graças, em Florença, sua cidade natal. A memória de são Filipe Benício é celebrada no dia 22 de agosto. Algumas localidades comemoram no dia seguinte, devido à festa da Santa Virgem Maria Rainha.
COMECE O DIA FELIZ
Portal Santo André em Foco
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ao blog nesta quinta-feira (22) que as privatizações anunciadas pelo governo federal– e que terão de passar pelo aval do Congresso Nacional– sofrerão resistência política.
Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), é proibida a privatização de estatais sem aprovação do Congresso. Pela mesma decisão, o aval do Legislativo só é dispensado na venda de subsidiárias pelo governo federal.
Questionado pelo blog sobre se acredita que o pacote de privatizações avançará este ano, Maia disse que sim, e que trabalha para isso.
O presidente da Câmara acrescentou que o governo precisa trabalhar junto à base no Congresso. Maia reconheceu a importância das privatizações para a economia do país e disse que a maior resistência deve vir das bancadas do Nordeste e de Minas Gerais.
Maia citou a necessidade de o governo detalhar os projetos e o destino dos recursos da venda das empresas, para que até o fim do ano a proposta avance na Casa.
“Agora é que a questão da base fica mais sensível porque os deputados querem saber como o recurso das vendas será investido: o que é do Nordeste quer saber se vai para o São Francisco e assim por diante. Por isso, o governo precisa chamar e conversar com a base para explicar, porque vai ter resistência política, é preciso conversar”, disse Maia.
A equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, como o blog publicou, já aguarda o enfrentamento político para aprovar as privatizações.
Nove empresas
Nesta quarta-feira (21), o governo anunciou um plano para privatizar nove empresas estatais. A carteira atual do PPI (Programa de Parceria de Investimento) conta com 18 ativos e está estimada em R$ 1,3 trilhão.
De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o anúncio desta quarta deve passar a estimativa dos ativos para R$ 2 trilhões. Entre os 18 ativos da carteira, estão a Eletrobras, a Trensurb, a CBTU e a Casa da Moeda.
Uma das prioridades de Maia é a privatização da Eletrobras, que depende do aval do Congresso. Nesta quarta-feira, ele disse querer aprovar a venda o mais rápido possível.
A privatização da Eletrobras é um assunto que vem sendo debatido desde o governo Michel Temer.
G1
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) o projeto que permite posse de arma em toda a extensão da propriedade rural.
Como o texto já passou pelo Senado, seguirá para o presidente Jair Bolsonaro decidir se sanciona, veta parcialmente ou veta a íntegra.
O projeto aprovado tem teor semelhante ao de decreto presidencial de 25 de julho que trata do registro e da posse de armas de fogo e de munição (n° 9.845/2019). O decreto já previa que a posse de arma vale para "toda a extensão da área particular do imóvel, edificada ou não", mesmo quando se tratar de imóvel rural.
A urgência do texto votado na Câmara foi aprovada nesta terça (20), o que viabilizou a votação da proposta diretamente pelo plenário, sem discussão em comissões.
O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa. O direito à posse só permite manter a arma dentro de casa.
Entenda o projeto
De acordo com o Estatuto do Desarmamento, de 2003, quem tem posse de arma pode manter o objeto "no interior de sua residência ou domicílio".
Portanto, no caso de propriedade rural, a posse só é permitida na sede da fazenda.
O texto aprovado pela Câmara, contudo, estabelece a chamada "posse rural estendida", ou seja, permite que a posse de arma se estenda por toda a propriedade rural.
Argumentos pró e contra
Durante toda a sessão, deputados apresentaram argumentos favoráveis e contrários ao projeto.
José Mário Schreiner (DEM-GO), por exemplo, afirmou que o morador do campo precisa de arma para proteger não só a casa, mas toda a propriedade.
"Só quem não conhece a realidade do homem e da mulher rural, do pequeno, do médio ou do maior proprietário e principalmente dos trabalhadores rurais, não entende a vulnerabilidade que os produtores rurais vivem no nosso país", disse.
Na mesma linha, Domingos Sávio (PSDB-MG) disse que o poder público não consegue garantir "a menor condição" de segurança no meio rural.
Deputados contrários ao projeto, porém, como Paulo Teixeira (PT-SP), argumentaram que liberar a posse de arma pode aumentar a violência.
"A liberação de armas num país onde há 60 mil homicídios vai aumentar a violência e os homicídios. O que está se tentando fazer ao liberar mais armas no campo é potencializar o conflito agrário, para que haja mais mortos e mais vítimas", disse o deputado.
Também contrário, Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que "ninguém quer ver desproteção" do morador do campo, mas "não é verdade" que a ampliação da posse de arma protegerá mais quem vive em área rural.
G1
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O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) a medida provisória conhecida como MP da liberdade econômica.
O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e seguirá para o presidente Jair Bolsonaro decidir se sanciona, veta parcialmente ou veta a íntegra da proposta.
>> Leia mais abaixo os detalhes da medida provisória
Durante a votação desta quarta-feira, os senadores decidiram retirar da MP o trecho aprovado pela Câmara que permitia trabalho aos domingos e feriados. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o tema será discutido posteriormente via projeto de lei.
A CLT prevê que o descanso "deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte", e a proposta aprovada pela Câmara previa o descanso "preferencialmente aos domingos", abrindo espaço para a concessão do benefício em outros dias da semana.
Quando o Senado muda um projeto enviado pela Câmara, a proposta é submetida a uma nova votação pelos deputados.
No caso da MP da liberdade econômica, porém, os senadores consideraram o trecho sobre trabalho aos domingos como "matéria estranha". Com isso, o projeto seguirá para sanção sem ter de voltar à Câmara.
O texto altera o Código Civil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e modifica as regras de direito civil, administrativo, empresarial e trabalhista, entre outros.
O que diz a medida provisória
Saiba o que diz a MP aprovada pelo Congresso:
Carteira de trabalho eletrônica
Registro de ponto
Fim de alvará para atividades de baixo risco
Substituição do e-Social
'Abuso regulatório'
A proposta cria a figura do "abuso regulatório", infração cometida pela administração pública quando editar norma que "afete ou possa afetar a exploração da atividade econômica". O texto estabelece as situações que poderão ser enquadradas como "abuso regulatório" e determina que normas ou atos administrativos estarão inválidos:
Desconsideração da personalidade jurídica
Negócios jurídicos
Documentos públicos digitais
Registros públicos
Comitê para súmulas tributárias
Fundos de investimento
Fim do Fundo Soberano
Liberação de atividade econômica
O que diz o governo
Segundo o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, a medida provisória pode gerar cerca de 3,7 milhões de empregos em 10 anos.
“[A MP] facilita abertura e fechamento de empresas, facilita iniciar atividades, para estabelecimentos de baixo risco, que não dependem mais de alvará, de licenças, que significam de 3 a 6 meses de espera, que não vai ter mais", disse Uebel no último dia 14.
Ainda de acordo com o secretário, um estudo estima que a lei vai gerar crescimento adicional do Produto Interno Bruto (PIB) em mais de 7% também em 10 anos.
G1
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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (21) um plano para privatizar nove empresas estatais.
O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Segundo a secretária especial do PPI, Martha Seillier, e o secretário de Desestatização, Salim Mattar, o plano do governo envolve as seguintes empresas:
Durante a apresentação do plano, o governo falou em também incluir creches, presídios e parques no programa de privatizações, mas não explicou quais seriam os projetos. O G1 procurou a assessoria do PPI e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
O governo prevê a concessão dos parques nacionais de Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE); e a renovação, em 2020, da concessão do Parque Nacional do Iguaçu (PR).
Próximos passos
A viabilidade do plano ainda depende de análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Por decisão do Supremo Tribunal Federal, é proibida a privatização de estatais sem aprovação do Congresso. Pela mesma decisão, o governo só pode vender as subsidiárias.
De acordo com o governo, esses estudos vão indicar se há condições de mercado para concretizar a venda das estatais. As análises também poderão recomendar a manutenção da estatal ou a extinção da empresa.
Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a carteira atual do PPI conta com 18 ativos e está estimada em R$ 1,3 trilhão. A estimativa do governo, acrescentou o ministro, é passar para R$ 2 trilhões com o anúncio desta quarta-feira.
Entre os 18 ativos da carteira, estão a Eletrobras, a Trensurb, a CBTU e a Casa da Moeda.
Eletrobras
Mais cedo, nesta quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Eletrobras deverá ser privatizada "o mais rápido possível". A privatização da estatal depende de aval do Congresso.
Nesta terça-feira (20), a Câmara derrubou uma medida provisória (MP) que previa aporte de R$ 3,5 bilhões para a empresa.
A privatização da Eletrobras é um assunto que vem sendo debatido desde o governo Michel Temer.
Correios
Em entrevista nesta quarta, Bolsonaro antecipou que os Correios estariam na lista de privatizações.
"Começa com os Correios, eu não tenho de cabeça aqui. A privatização dos Correios passa também, segundo decisão do Supremo, pela Câmara, pelo Congresso Nacional. Então, é um processo longo", frisou o presidente.
Os Correios são vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e estão presente em mais de 5 mil municípios.
Atualmente, a empresa é presidida por Floriano Peixoto. Em junho, ele substituiu Juarez Cunha, contrário à privatização.
Questionado sobre o que acontecerá com os funcionários concursados dos Correios, o governo disse que ainda não é possível dizer o que vai ocorrer, que serão feitos estudos para se encontrar o melhor modelo.
EBC
De acordo com o ministro Onyx Lorenzoni, não houve definição na reunião desta quarta-feira sobre o que será feito com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela Agência Brasil e pela TV Brasil.
Petrobras
Durante a coletiva, Onyx Lorenzoni disse que o governo ainda não tem um definição sobre a possibilidade de se privatizar a Petrobras.
“Nós ainda não temos uma definição do ministério, nem do governo nem da empresa no sentido de colocá-la como um todo dentro do PPI”, afirmou o ministro da Casa Civil
Ações do BB
De acordo com o governo, um dos ativos que poderá ser vendido é um conjunto de ações do Banco do Brasil que a União detém, o que pode gerar um faturamento de cerca de R$ 1 bilhão.
G1 PB
Portal Santo André em Foco
O governador João Azevêdo participou, nesta quarta-feira (21), de reunião do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), em Teresina, no Estado do Piauí. No encontro, os gestores da região definiram a primeira compra conjunta do Consórcio, na área da saúde, e deliberaram sobre a agenda internacional, que será realizada em novembro, para apresentar as potencialidades da região em países da Europa.
Durante o encontro, os governadores também discutiram a necessidade da elaboração de um plano de intervenção junto às agências agropecuárias dos Estados para assegurar competitividade e sustentabilidade do setor na região e manifestaram preocupação em relação às privatizações de empresas estatais.
Na oportunidade, o chefe do Executivo da Paraíba fez uma avaliação positiva do encontro e destacou que o Consórcio Nordeste tem conquistado avanços e estabelecido metas importantes para beneficiar a população nordestina. “Encerramos mais uma reunião do Consórcio que tratou de várias pautas e decidimos os próximos passos em cada política pública que ficou definida como prioridade do Consórcio. Na área da saúde, teremos, na próxima semana, uma reunião de fechamento definitivo de licitação conjunta que será feita entre todos os Estados do Nordeste; estabelecemos uma pauta com os secretários da Fazenda para discutir a reforma tributária, pois os Estados precisam se posicionar em relação ao tema; estabelecemos o cronograma para a nossa agenda internacional na Europa, na segunda quinzena de novembro; e, além disso, vamos participar de um grande roadshow com empresários da Alemanha no Rio Grande do Norte”, explicou.
O governador do Piauí, anfitrião do evento, Wellington Dias, disse que a reunião desta quarta-feira representa um momento importante para o país. “Nós tratamos de uma pauta de interesse público e saímos daqui com nossa equipe preparada para trabalhar, sob a orientação do Consórcio, com um mapa de investimentos no Nordeste; são projetos nas áreas da infraestrutura e energia, por exemplo, e que vão nos ajudar em apresentações nacionais e internacionais, o que é fundamental para o atual momento do Brasil”, avaliou.
O presidente do Consórcio Nordeste e governador da Bahia, Rui Costa, destacou a importância da união dos gestores para assegurar melhorias na gestão pública e investimentos para a região. “Essa é uma reunião muito importante e consagra os primeiros passos do Consórcio Nordeste, uma iniciativa que permite o compartilhamento de experiências, ações e projetos que visam qualificar a gestão de todos os Estados”, disse.
Também estiveram presentes os governadores Flávio Dino (Maranhão), Camilo Santana (Ceará), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Belivaldo Chagas (Sergipe), além de Luciano Barbosa (vice-governador de Alagoas) e Luciana Santos (vice-governadora de Pernambuco).
Secom-PB
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O ministro da Justiça, Sergio Moro, publicou no "Diário Oficial" desta quinta-feira (22) a autorização de envio da Força Nacional de Segurança para cinco cidades:
A medida faz parte de um programa-piloto do governo federal, chamado "Em frente, Brasil", criado para combater crimes violentos, principalmente homicídios. As cinco cidades foram escolhidas por apresentarem altos índices de violência.
O envio da Força Nacional será uma ação inicial do programa. Neste primeiro momento, as tropas vão atuar no policiamento ostensivo para garantir a ordem pública e segurança da população.
G1
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O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quinta-feira (22), ao ser questionado por jornalistas, que fazendeiros podem estar por trás de queimadas na região amazônica, porém a "maior suspeita" recai sobre organizações não-governamentais (ONGs).
Bolsonaro voltou a comentar o tema em entrevista na saída do Palácio da Alvorada. Na quarta (21), o presidente levantou a suspeita de que "ongueiros" sejam os responsáveis por incêndios na região.
A Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019, segundo os dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O G1 mostrou que o número de queimadas aumentou 82% em relação ao mesmo período de 2019 – de janeiro a 18 de agosto.
Indagado se fazendeiros poderiam estar por trás das queimadas, Bolsonaro disse que sim, porém reforçou a suspeita sobre as ONGs.
"Pode, pode ser fazendeiro, pode. Todo mundo é suspeito, mas a maior suspeita vem de ONGs", declarou o presidente.
Bolsonaro ainda foi perguntado se há provas e repetiu que não há registros escritos.
"Não se tem prova disso, meu Deus do céu. Ninguém escreve isso, vou queimar lá, não existe isso. Se você não pegar em flagrante quem está queimando e buscar quem mandou fazer isso, que isso tá acontecendo, é um crime que está acontecendo", declarou.
O presidente criticou a cobertura da imprensa às declarações, disse que não defende queimadas e que apresentou uma suspeita, já que as ONGs perderam recursos que eram direcionados pelo governo.
Questionado sobre os responsáveis pelos incêndios, Bolsonaro ironizou: "São os índios, quer que eu culpe os índios? Vai escrever os índios amanhã? Quer que eu culpe os marcianos? É, no meu entender, um indício fortíssimo que esse pessoal da ONG perdeu a teta deles. É simples".
Nesta quarta-feira (21), ambientalistas classificaram a fala de Bolsonaro sobre relacionar queimadas às ONGs como "irresponsável" e "leviana".
"Essa afirmativa da Presidência da República é completamente irresponsável, porque as ONGs têm como objetivo o meio ambiente como prioridade. Não faz nenhum sentido dizer que ONG está colocando fogo em floresta, pelo contrário. É um grande absurdo", afirmou o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy.
G1
Portal Santo André em Foco
A Executiva Nacional do PSDB rejeitou nesta quarta-feira dois pedidos de expulsão da legenda do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). Em reunião a portas fechadas, a cúpula do partido acompanhou o parecer do relator Celso Sabino (PSDB-PA), contrário ao afastamento do tucano. Sabino considerou "ineptos" os requerimentos para a saída do mineiro. A decisão impõe uma derrota ao governador de São Paulo, João Doria, que ontem chegou a cobrar que o tucano deixasse a sigla.
Dos 35 membros presentes na reunião da Executiva, 30 votaram pelo arquivamento do pedido. Quatro foram contrários: o deputado federal Samuel Moreira (SP), o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, o secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo, Edson Aparecido, e o tesoureiro do PSDB, César Contijo. O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, se absteve de votar.
A reunião, que durou cinco horas, teve momentos de tensão, gritaria e dedos em riste. A gritaria era ouvida dos corredores. César Gontijo chegou a pedir vistas para adiar a análise da expulsão, mas acabou derrotado.
No Twitter, Doria lamentou a decisão da Executiva e disse que o "PSDB escolheu o lado errado" . O governador afirmou ainda que respeita a decisão, mas que "ela não reflete o sentimento da opinião pública brasileira".
"Cada membro da executiva deve responder por sua posição. A minha é clara: Aécio Neves deve se afastar do PSDB e fazer sua defesa fora do partido. O derrotado, nesse caso, não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil", escreveu.
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, evitou encarar a decisão da legenda como uma derrota ao governador João Doria. Na reunião, a Executiva decidiu que qualquer outro pedido de expulsão de Aécio será automaticamente arquivado.
— Respeitou as instâncias do partido, respeitou o procedimento de forma democrática. Em cinco horas, o partido decidiu pelo arquivamento. O assunto Aécio Neves em relação aos fatos apresentados está encerrado — afirmou Bruno Araújo.
Derrotada, a ala de Doria na legenda fez questão de deixar claro seu descontentamento com a decisão. O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, considerou um erro de avaliação a permanencia dele na sigla.
— Quero deixar claro o desconforto que é ter o Aécio Neves nos nossos quadros partidários. Toda vez que tem voto, quem tem a maioria ganha. Mas não acho que esse assunto está encerrado. O diretório, de maneira unânime, pediu pela saída dele. Mas é um erro de avaliação política a permanência e o estrago que a imagem do Aécio causa ao partido — disse Orlando Morando.
Seguro de que sairia vitorioso, o mineiro chegou à reunião sorridente e fez questão de apertar a mão de todos os presentes, inclusive jornalistas. O deputado federal é investigado em inquéritos da Lava-Jato. Acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça, ele virou réu em um processo da Lava-Jato em abril do ano passado. O deputado é suspeito de receber propina no valor de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Ele nega ter cometido irregularidades
— O partido tomou uma decisão serena e democrática. Não há aqui vitoriosos e vencidos. É uma decisão que respeita não apenas aquilo que prevê o estatuto, mas também a história daqueles que construíram o PSDB. Ninguém perde nesse episódio — afirmou Aécio Neves.
Celso Sabino elaborou dois relatórios. O primeiro considerava apenas o requerimento do diretório municipal. Porém, durante a reunião, decidiram incluir também o pedido do diretório estadual. A sessão foi suspensa por uma hora para que Sabino refizesse seu texto. Quando voltou, deu parecer contrário à saída do tucano.
Tucanos tradicionais, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati não participaram da reunião.
Ontem, o GLOBO mostrou que Aécio Neves também enfrenta problemas na prestação de contas da campanha presidencial de 2014 . O Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela desaprovação das contas de 2014 do PSDB e do Comitê Financeiro Nacional para presidente da República de Aécio Neves.
No documento, obtido pelo GLOBO, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, apontou irregularidades consideradas graves por “alcançarem percentual expressivo (11% nas contas do Diretório e 26% nas contas do Comitê Financeiro) comprometendo-se a regularidade, a transparência e a confiabilidade”.
“As irregularidades relatadas representam percentuais distintos e consideráveis. Nas contas do Diretório Nacional foi constatado o valor de R$ 19.569.572,39, que corresponde a 11% de irregularidade do total de receitas e nas contas do Comitê Financeiro, as irregularidades representam R $52.166.845,08, o que corresponde a 26% do total de irregularidades das contas do Comitê”, diz o parecer.Entre as irregularidades, foram apontadas “ausência de documentação fiscal comprobatória de despesas .” O documento, de 18 de junho, pede ainda que R $3,5 milhões sejam devolvidos aos cofres públicos. Aécio era presidente do PSDB em 2014. O tucano gastou R$ 201 milhões na campanha ao Planalto.
O Globo
Portal Santo André em Foco
Um ataque ao Instituto Estadual Educacional Assis Chateaubriand, em Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, deixou pelo menos seis alunos e uma professora feridos no começo da tarde desta quarta-feira (21). O criminoso, que usou uma machadinha, é um adolescente, informou a Secretaria Estadual de Educação.
O suspeito foi capturado e apreendido pela Brigada Militar no meio da tarde. Ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia de Charqueadas para prestar depoismentos, informou o vice-governador e secretário de Segurança Pública Ranolfo Vieira Jr.
A Polícia Civil acrescentou que as vítimas não tiveram ferimentos graves e foram encaminhadas ao Hospital de Charqueadas, que informou que elas não correm riscos. Os alunos feridos são:
Segundo a Secretaria de Educação, a direção da escola disse que o adolescente, que não seria aluno da instituição, também usou um coquetel molotov no ataque.
O delegado Marco Aurélio Schalmes, da Polícia Civil de Charqueadas, afirmou ao G1 que o criminoso entrou pelos fundos do colégio e foi direto para uma das salas de aula. Lá, lançou o coquetel molotov, que não chegou a ferir ninguém, e em seguida passou a golpear alunos com uma machadinha.
Ainda segundo o delegado, um professor de educação física percebeu a movimentação e entrou na sala. Ele, então, conseguiu imobilizar e desarmar o criminoso, que no entanto conseguiu se desvencilhar e fugiu pulando um muro na parte da frente da escola.
Após o ataque, Bombeiros e BM foram até o local.
Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria disse que estava se deslocando para lá. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), informou que o vice, Ranolfo Vieira Júnior, também estava a caminho do colégio.
Massacre em Suzano
Em 13 de março, um adolescente e um jovem encapuzados atacaram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região. Os criminosos eram ex-alunos do colégio.
Estadão
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