Outubro 23, 2026

    Arimatea

    Arimatea

    A Mega-Sena sorteia neste domingo (18) prêmio estimado em R$ 170 milhões. As seis dezenas do concurso 3.071 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (17) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números 19 - 27 - 29 - 43 - 54 - 60 e nenhum apostador acertou as seis dezenas. 

     
    Agência Brasil
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    O sol e calor deverão predominar em grande parte do estado da Paraíba. Com isso, poderão ser registrados baixos índices de umidade relativa presente no ar nas regiões do Sertão e Alto Sertão.

     
    AESA
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    A equipe econômica estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que enfrentarem dificuldades com o fim da escala de trabalho 6x1, disse nesta sexta-feira (16) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o impacto da emenda constitucional sobre os empregadores ainda será avaliado, mas o governo prevê financiamento específico para a transição.

    “É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou Durigan em entrevista à TV Band nesta sexta-feira (16).

    A medida, ressaltou o ministro, busca ajudar os negócios a se adaptarem à nova jornada, com investimentos em inovação e produtividade. Durigan também mencionou que o governo pretende apoiar empresas afetadas pela reforma tributária.

    Inovação e capacitação

    Durigan afirmou que a equipe econômica ainda está analisando quais empresas e setores terão maior impacto com a mudança. A intenção é destinar o apoio aos negócios que precisarem de mais recursos para reorganizar as atividades.

    Segundo o ministro, a adaptação pode envolver modernização de processos, treinamento de funcionários e adoção de novas tecnologias para manter a produção mesmo com menos dias de trabalho.

    “Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional”, declarou.

    O ministro citou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros sistemas de capacitação como parceiros em iniciativas de treinamento, especialmente para pequenos negócios.

    Apoio às pequenas empresas

    Durigan afirmou que o governo já ampliou o limite de crédito para pequenas empresas, de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive para operações destinadas ao capital de giro, recursos usados para manter as despesas e o funcionamento cotidiano dos negócios.

    O ministro não anunciou uma desoneração da folha de pagamento ou outra compensação direta aos empregadores. Em vez disso, destacou a possibilidade de financiamento direcionado e capacitação para empresas que precisarem se adaptar.

    “Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6x1”, disse.

    Impacto ainda será avaliado

    A mudança na jornada foi aprovada pelo Congresso e promulgada nesta sexta-feira. A nova regra prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

    Durigan afirmou que o governo ainda vai medir os efeitos da mudança sobre os diferentes setores e portes de empresas. Segundo dados citados pelo ministro, de 68% a 70% dos empregos no país estão fora da escala 6x1.

    Ele também defendeu que a adaptação pode trazer ganhos de produtividade, com processos mais eficientes e menor rotatividade de trabalhadores.

    Juros e ajuste fiscal

    Na entrevista, Durigan também afirmou que a taxa de juros segue como um desafio para a economia brasileira. O ministro defendeu a continuidade do ajuste das contas públicas e a busca por superávits primários maiores nos próximos anos, mas sem mudanças abruptas na política econômica.

    “Vamos continuar melhorando as contas públicas, gerando superávit, mas de maneira gradual, sem dar cavalo de pau na tua vida, sem gerar incerteza e imprevisibilidade”, afirmou.

    Durigan disse que a estratégia deve preservar políticas públicas e evitar impactos negativos sobre a atividade econômica. Afirmou que a proposta de ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em prazo curto, debatida durante as eleições exigiria cortes em programas sociais e outras políticas.

     

    Agência Brasil
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    O papa Leão XIV deve deixar o hospital na tarde deste sábado (17), após passar por uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão, informou o Vaticano.

    Exames de sangue e imagens do tórax realizados nesta manhã indicaram que o pontífice está apto a receber alta.

    No domingo (18), ele conduzirá orações de seu apartamento no Vaticano para os peregrinos na Praça de São Pedro, em sua primeira aparição pública desde que foi internado.

    Os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito. Segundo informações divulgadas anteriormente, a operação foi concluída sem complicações.

    O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de pulmão. Até o momento, os médicos não divulgaram o tamanho do tumor nem informaram se a doença atingiu os linfonodos próximos, fatores importantes para determinar o prognóstico.

    Em comunicado divulgado neste sábado, o diretor da Direção de Saúde e Higiene do Vaticano, Luigi Carbone, e o chefe da equipe de cirurgia torácica responsável pela operação, Stefano Margaritora, afirmaram que os resultados dos exames e a avaliação clínica permitiram a alta hospitalar.

    Vaticano diz que manterá viagem do papa à América do Sul 

    A Santa Sé informou que os preparativos para a viagem do papa ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista para 6 a 17 de novembro e considerada uma das mais intensas organizadas para um pontífice em décadas, continuam em andamento.

     

    O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirmou na sexta-feira que Leão XIV talvez precise ajustar o ritmo de sua agenda daqui para a frente, “de acordo com as condições de sua saúde”. É incomum que um cardeal declare abertamente que um papa possa precisar modificar sua rotina.

    Na sexta-feira, o Vaticano divulgou as primeiras imagens do pontífice desde a cirurgia. Nas fotografias, ele aparece celebrando uma missa e de pé, sem auxílio.

    *Com informações da Reuters.

     
    g1
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    O Mirassol deu um passo importantíssimo na luta contra o rebaixamento ao vencer o Internacional por 2 a 0, na noite desta sexta-feira, no Maião, na abertura da 31ª rodada do Brasileirão.

    O confronto direto entre equipes que brigam contra a degola teve expulsão precoce, drama, bolas na trave e até pênalti perdido. No fim, o Leão levou vantagem e abriu quatro pontos de distância para o Colorado.

    Eduardo e André Luis marcaram os gols da vitória do Mirassol, enquanto o Inter, que atuou desde os 14 minutos do primeiro tempo com um a menos devido à expulsão infantil do goleiro Matheus Cunha, vê o drama aumentar.

    Como fica?

    A vitória leva o Mirassol a 36 pontos, saltando para a 14ª colocação ao ultrapassar o Vasco provisoriamente.

    A distância, agora, é de quatro pontos justamente para o Inter, com 32, que permanece em 17º abrindo a zona de rebaixamento - e permanecendo nela por mais uma rodada.

    Agenda

    Pela 32ª rodada do Brasileirão, as duas equipes voltam a campo no próximo sábado (24), às 16h30. Enquanto o Internacional recebe o Botafogo, no Beira-Rio, o Mirassol recebe o São Paulo, novamente no Maião.

    O primeiro tempo

    A partida que começou fria, com apenas uma finalização do Internacional na meta nas primeiras ações, ganhou um "tempero" com a expulsão infantil de Matheus Cunha logo aos 14 minutos. O goleiro colorado saiu do gol e atingiu somente Bruno Santos, levando o vermelho direto e complicando ainda mais a situação dos gaúchos.

    Mas o que poderia se tornar uma vantagem para o Mirassol não se concretizou. O Leão até assustou em cobrnça de falta de Reinaldo. Ele fez Kauan Jesus - que entrou no lugar de Bernabei - trabalhar e no rebote, Eduardo acertou o travessão de maneira desajeitada. Mas foi só.

    Com muita posse de bola na intermediária e sem conseguir avançar, o Mirassol chegou a arrancar algumas vaias da torcida. O Inter, mesmo com um a menos, foi mais perigoso, e assustou em chute cruzado de Vitinho, que Walter espalmou, e em tentativas de contra-ataque que acabaram não avançando.

    O segundo tempo

    Logo de cara, o Mirassol enfim respirou na partida na volta do intervalo: aos dois minutos, Eduardo completou cruzamento de Edson Carioca e finalizou com precisão, no cantinho, para abrir o placar. A partir daí, o Leão passou a controlar melhor a partida e só não ampliou porque Kauan Jesus operou verdadeiro milagre em cabeçada de João Victor.

    Sem nada mais a perder, o Inter reagiu depois dos 30 minutos e quase chegou ao empate com Bruno Gomes, que carimbou a trave. Depois disso, João Bezerra teve duas ótimas oportunidades, mas desperdiçou: na primeira, parou em grande defesa de Walter e, na segunda, viu João Victor tirar em cima da linha.

    Com o Colorado exposto, o Mirassol matou o jogo aos 41: Félix Torres perdeu a bola para Fernandinho, que puxou contra-ataque em superioridade numérica e serviu André Luis: 2 a 0. Os anfitriões ainda poderiam ampliar nos acréscimos, mas Reinaldo carimbou o travessão em batida de pênalti, desperdiçando sua segunda cobrança em dois jogos.

     

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    Estado decisivo para o resultado das eleições e considerado um "espelho" do país (entenda abaixo), Minas Gerais entrou no foco das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da corrida presidencial.

    Enquanto o petista busca a virada em MG, onde venceu em 2022 com 48,29% dos votos, o candidato do PL quer ampliar a vantagem obtida em 4 de outubro, quando teve 48,24% dos votos, contra 43,33% de Lula. Para ganhar votos, eles contam com o apoio de aliados eleitos no estado e com a mobilização popular, nas ruas e nas redes.

    Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde a primeira eleição pós-redemocratização, em 1989, reflete o resultado nacional. Todos os presidentes eleitos no Brasil venceram no estado, que se tornou um ponto de atenção das campanhas. 

    "O primeiro fator é quantitativo. Minas tem um estoque de votos significativo. O segundo tem relação com a peculiaridade do estado, que já é altamente conhecido por ser um microcosmo da eleição no plano nacional. [...] Então, é natural que os candidatos foquem em Minas para buscar votos", afirmou Camilo Aggio, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). 

    Minas Gerais também é apontado por estudiosos como um "estado pêndulo", devido ao fato de que os eleitores têm mudado entre um lado e outro do campo político nos últimos 30 anos.

    No primeiro turno da votação deste ano, cerca de 22% dos eleitores de MG não compareceram às urnas – 3.735.098 abstenções foram registradas. Em todo o Brasil, o índice de abstenção foi de 21,08%, um recorde. 

    "Flávio venceu em nove das dez maiores cidades mineiras. Lula, por sua vez, foi mais votado em mais municípios. Isso mostra que há mapas eleitorais diferentes dentro de Minas e ajuda a explicar por que os dois querem voltar: cada campanha tenta ampliar sua vantagem onde já tem força e reduzir a distância onde está atrás", avaliou Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

    Esta reportagem mostra a campanha presidencial em Minas Gerais a partir dos seguintes pontos: 

    • Campanha de Lula em MG
    • Campanha de Flávio em MG
    • Importância de aliados para atrair votos
    • Atos e mobilizações populares pelo estado
    • Como ficou o primeiro turno 

    Campanha de Lula em MG 

    Lula visitou o estado pela primeira vez depois de 4 de outubro nesta sexta-feira (16). Ele escolheu começar por Juiz de Fora, a única entre as dez maiores cidades de MG onde o presidente venceu no primeiro turno, com 49,58% dos votos, contra 41,53% de Flávio. Ele participou de uma caminhada, acompanhado da prefeita Margarida Salomão (PT) e da senadora eleita Marília Campos (PT).

     

    Depois, no mesmo dia, o petista visitou Ipatinga, no Vale do Aço, onde terminou o primeiro turno com 31,47% dos votos, ante 61,11% de Flávio. Marília Campos também acompanhou a agenda. A senadora eleita, ex-prefeita de Contagem, tornou-se uma peça importante da campanha de Lula em Minas Gerais. Ela recebeu 3.990.864 votos.

    Deputados federais do campo progressista eleitos no estado também têm participado ativamente da corrida do presidente pela reeleição. É o caso, por exemplo, de Ana Elisa (PT), a segunda parlamentar mais votada em MG, com forte presença nas redes sociais, e de André Janones (Rede), criador do canal de WhatsApp "Exército do Lula", que já acumula mais de 4,2 milhões de seguidores.

    Campanha de Flávio em MG 

    Flávio Bolsonaro também esteve em Minas Gerais nesta semana. Na quinta-feira (15), ele participou de um ato em Capelinha, uma das poucas cidades do Vale do Jequitinhonha onde venceu no primeiro turno. Ele obteve 48,20% dos votos no município, e Lula, 44,39%.

    O candidato estava acompanhado do senador eleito Domingos Sávio (PL) e de Nikolas Ferreira (PL), deputado federal mais votado do Brasil, com 3.118.784 votos. Fenômeno nas redes sociais, Nikolas é um dos principais nomes à frente da campanha bolsonarista e deve se dedicar nos próximos dias a atos a favor de Flávio em diversas cidades do país.

    A previsão era a de que o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também participasse da agenda, mas ele passou mal na quinta-feira após discursar no Senado e não foi ao evento.

    Cleitinho é outro aliado importante do candidato do PL no segundo turno. Ele declarou apoio a Flávio publicamente e tem postado vídeos nas redes pedindo votos para o presidenciável, que ainda deve retornar a Minas Gerais antes de 25 de outubro.

    Importância de aliados para atrair votos

    Na avaliação de Felipe Nunes, o apoio de políticos eleitos pode fortalecer Lula e Flávio, mas a conquista de novos eleitores depende de outros fatores.

    "A presença deles pode dar capilaridade às campanhas, mobilizar apoiadores e ajudar a levar a mensagem dos candidatos a públicos locais. Mas não existe transferência automática de votos: o efeito depende da identificação dos eleitores com essas lideranças e da capacidade de transformar apoio em voto e comparecimento às urnas", afirmou.

    Para o professor Camilo Aggio, Flávio tem vantagem em relação aos apoios devido, principalmente, ao papel de Nikolas Ferreira e do governador eleito, Cleitinho Azevedo.

    "Embora eu tenda a achar que o apoio de Nikolas e de Cleitinho seja mais importante pela visibilidade digital que os dois conquistaram, essa associação é um grande ativo para a campanha de Flávio. [...] O PT tem um pouco mais de fragilidade. Embora Marília Campos tenha sido eleita, ainda há uma rejeição muito grande à sigla em Minas Gerais", pontuou.

    Ele destacou, no entanto, que mesmo diante do cenário de rejeição, Lula conseguiu vencer no estado e ser eleito presidente em 2022.

    "O Lula é um sujeito que consegue fazer alianças politicas fortes, significativas. [...] A minha aposta é que a campanha dele deve investir muito em Minas nessa reta final", falou.

    Atos e mobilizações populares pelo estado

    Desde o início da corrida para o segundo turno, eleitores têm se mobilizado em manifestações e atos nas ruas.

    Entre os atos pró-Lula, o maior ocorreu no dia 9 de outubro, na Praça Afonso Arinos, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Apoiadores passaram por algumas das principais ruas e avenidas do Centro da capital mineira.

    No dia anterior, manifestantes se reuniram em Juiz de Fora, em Uberaba e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e também em Divinópolis, no Centro-Oeste.

    Na última quinta-feira (15), mais uma mobilização foi realizada na capital mineira, no campus da UFMG, na Pampulha, com a presença de Ana Elisa, André Janones, Duda Salabert (PSOL) e outros parlamentares.

    Na noite desta sexta-feira (16), um ato a favor de Flávio Bolsonaro foi realizado em Nanuque, no Vale do Mucuri, com a participação de Nikolas Ferreira.

    O professor Camilo Aggio acredita que a mobilização nas ruas, por si só, não é suficiente para ganhar votos, mas é importante para engajar os eleitores.

    "Ela existe para energizar as bases, dar uma certa esperança, apontar caminhos e convencer as pessoas de que é possível. Quando o sujeito acha que tem chances, a tendência é se mobilizar mais. E, obviamente, essas mobilizações servem para criar conteúdo para o digital. A pessoa que está nas ruas também está postando nas redes", afirmou.

    Felipe Nunes concorda que os atos ajudam a dar visibilidade à campanha, animar apoiadores e influenciar a conversa pública. Para ele, também podem estimular a participação no dia da eleição.

    "Em Minas, pela dimensão do estado e pela diversidade de seus eleitorados, a mobilização precisa se converter em presença e apoio em diferentes regiões", falou.

    Como ficou o primeiro turno

    Embora Lula tenha vencido na maior parte dos municípios mineiros (452 de 853), no somatório dos votos do estado ele terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, que liderou em 401 cidades.

    O candidato do PL ficou na frente em nove das dez maiores cidades de Minas Gerais: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Betim, Montes Claros, Uberaba, Governador Valadares, Ribeirão das Neves e Ipatinga. Lula se saiu melhor em Juiz de Fora.

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, concedeu nesta sexta-feira (16) entrevista à Globo e prometeu manter o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado pelo Congresso nesta semana, disse que pretende exercer apenas um mandato, sem tentar a reeleição, e evitou responder diretamente se dará um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se for eleito. Sobre essa possibilidade, afirmou que "não está no radar".

    Na entrevista, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Flávio Bolsonaro afirmou também ter ficado surpreso com investigações envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso na quinta-feira (17) e suspeito de lavagem de dinheiro e ligações com a milícia, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil), também preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que ficou inelegível por abuso de poder.

    A entrevista, transmitida direto dos Estúdios Globo, no Rio, faz parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. O programa foi exibido pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1. A íntegra está disponível no vídeo acima.

    O que Flávio Bolsonaro disse na entrevista 

    • Fim da escala 6x1: Flávio Bolsonaro era contra a mudança, mas mudou de posição e votou a favor no Senado. Disse que tomou a decisão após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil.
    • Ajuste fiscal: propôs cortar ao menos dez ministérios, vender imóveis públicos e combater a corrupção para equilibrar as contas do governo.
    • Salário mínimo e aposentadorias: prometeu manter o aumento real do salário mínimo, acima da inflação, e disse que não vai desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, nem eliminar o piso de investimento em saúde e educação.
    • Reforma do Judiciário: defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes por suposta atuação político-partidária. Disse que Kassio Nunes Marques deve ser investigado por suspeitas de ligação com o escândalo do Banco Master.
    • Reeleição presidencial: disse querer exercer apenas um mandato, mas deixou em aberto a duração desse mandato. Rejeitou mudanças que favoreçam candidaturas de familiares.
    • Filme "Dark Horse": foi perguntado sobre por que recorreu a Daniel Vorcaro e por que pediu R$ 134 milhões se o filme custou R$ 75 milhões. Na resposta, disse que conversou com vários investidores e que o ex-dono do Banco Master "topou fazer", e que "o contrato não foi cumprido".
    • Pai no governo: disse que não conversou com o pai, Jair Bolsonaro, que está preso, sobre sua participação em um eventual governo. Segundo ele, o tema "não está no radar".
    • Irmão no governo: afirmou que Eduardo Bolsonaro não será nomeado ministro das Relações Exteriores se for eleito.
    • Aliados investigados no Rio: disse ter ficado surpreso com investigações e prisões de aliados suspeitos de ligação com o tráfico e a milícia no Rio de Janeiro.
    • Atos de 8 de Janeiro: questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe de Estado e defendeu punições proporcionais aos crimes.
    • Segurança pública e armas: defendeu ampliar o acesso da população a armas e criticou o Estatuto do Desarmamento.
    • Forças Armadas: prometeu mobilizar militares e polícias estaduais para combater o narcotráfico. 

    Ajuste fiscal 

    Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre propostas para fazer um ajuste fiscal e equilibrar as contas do governo. Primeiro, afirmou que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a regra que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo. Também negou que pretenda mudar a Constituição para eliminar os pisos de investimentos públicos nas áreas de saúde e educação.

    "Importante suas perguntas, porque têm circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las, porque o meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo", disse.

    Na sequência, o candidato afirmou que, sem mexer nessas despesas, as medidas para chegar a um ajuste de R$ 200 bilhões nas contas públicas seriam cortar ao menos dez ministérios e combater a corrupção e a má gestão nas estatais. Citou, além disso, a possibilidade de gerar "receitas novas" com a venda de imóveis que pertencem ao governo federal, a securitização de dívidas e a exploração de petróleo na Margem Equatorial, em reservas recém-descobertas pela Petrobras.

     

    "Se pegar os quase R$ 3 trilhões de dívidas que a União tem a receber, isso pode ser securitizado, trazemos mais de R$ 200 bilhões a mais de receita para esse orçamento por ano, para cada ano é possível alcançar essa cifra", disse.

    Fim da escala 6x1 

    O candidato disse que decidiu mudar de posição e votar a favor do fim da escala de trabalho 6x1, proposta defendida pelo governo Lula (PT), após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil. A medida foi aprovada pelo Senado nesta semana e já está valendo.

    "Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores e votei conforme o que vi nas ruas. Como ouvi da grande maioria dos trabalhadores que eles estavam a favor do fim da escala 6x1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

     

    Depois, disse o seguinte: "O problema é que, durante essa folga, com mais um dia de folga, você vai continuar andando de ônibus e sendo assaltado. Com um dia a mais de folga, você vai continuar indo dormir preocupado porque você está devendo e o seu salário não está durando até o dia 30, está durando só até o dia 20. Então, eu vou ser um presidente da República que, além de respeitar e garantir essa folga a mais para os trabalhadores, vou fazer de tudo para devolver o poder de compra do povo brasileiro e devolver a segurança nas ruas para que todos possam andar com mais segurança".

    Flávio Bolsonaro era contrário à medida, que chamou de eleitoreira e oportunista antes de mudar de posição, e disse na entrevista que sempre defendeu "mais liberdade, para que os trabalhadores pudessem inclusive montar a sua própria escala de trabalho".

    Perguntado sobre a posição de aliados que defendem aprovar uma proposta diferente, que prevê pagamentos de salários, férias e 13º proporcionais às horas trabalhadas, respondeu que vai respeitar o que foi aprovado pelo Congresso. 

    "Todos os direitos trabalhistas estão garantidos. Cada um pode ter a sua opinião individual, mas de minha parte isso aqui está respeitado. Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso." 

    Reforma do Judiciário e críticas a Moraes 

    Flávio Bolsonaro afirmou que uma reforma do Judiciário deveria buscar a recuperação da credibilidade e citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de interferir em diferentes assuntos e perseguir adversários políticos.

    “Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo”, disse. "Os amigos do Lula no STF se protegendo para que investigações não avancem sobre eles, isso é o que não dá mais. Eles acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário."

    Perguntado sobre suspeitas de que o ministro Kassio Nunes Marques — indicado por Jair Bolsonaro (PL) ao STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — também teria vínculos com Vorcaro, a exemplo de Alexandre de Moraes, Flávio disse que Nunes Marques também deveria ser investigado. "Todo mundo tem que estar abaixo da lei."

    Ao defender o impeachment de ministros do STF por crimes de responsabilidade, Flávio Bolsonaro afirmou que Moraes faz "atuação político-partidária" e age como articulador de Lula. "Por exemplo: tomar decisões quando obviamente deveria se declarar suspeito para tomar essas decisões. Foi o que o Alexandre de Moraes fez, tomou decisões perseguindo adversários que ele pré-determinava", disse. 

    Fim da reeleição e tempo de mandato 

    O candidato falou sobre a sua proposta de acabar com a reeleição para presidente e disse que, se vencer o segundo turno, quer ficar no poder por apenas um mandato.

    Disse também que não apoiaria uma mudança na regra que permitisse que seu pai ou seus irmãos concorressem à sua eventual sucessão. "Não [apoiaria a mudança]. É como está hoje na regra que vale: parentes até terceiro grau também é considerado uma reeleição".

    Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre declarações em que sugeriu aumentar o tempo do mandato presidencial de quatro para cinco anos, em paralelo ao fim da reeleição, e disse que abriria mão de buscar um novo mandato mesmo que o Congresso não aprove as mudanças defendidas por ele.

     

    "Sim, abriria mão porque eu, inclusive, quando a minha equipe trouxe esse assunto, partiu de mim apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para dar o exemplo, e a minha PEC diz o seguinte: acaba a reeleição para presidente da República. O processo Legislativo, que vai depender de como o Senado e a Câmara vão se posicionar, é que vai decidir qual vai ser o tamanho do mandato", afirmou. "Eu só preciso de um mandato, eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade."

    Caso Master e Dark Horse 

    Flávio Bolsonaro afirmou que o "contrato não foi cumprido" ao responder a uma pergunta sobre o financiamento do filme "Dark Horse" e explicar por que pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, se o filme custou R$ 75 milhões, segundo a produtora Go UP Entertainment. 

    "Era um contrato que não foi cumprido. E, com os recursos, né, que foram aportados por ele e mais outros investidores, nós conseguimos concluir o filme." 

    Renata Lo Prete perguntou ao candidato sobre o destino dos quase R$ 70 milhões pagos por Vorcaro a pedido dele e transferidos para um fundo nos Estados Unidos, administrado por um advogado que é amigo de Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato. Também perguntou por que o fundo, que estava inativo havia quatro anos, não prestou esclarecimentos sobre o uso dos recursos e por que o senador procurou especificamente Vorcaro para financiar o filme.

    O candidato afirmou que procurou outros possíveis investidores antes, e que Vorcaro "topou fazer". Disse também que a produtora brasileira prestou contas sobre o filme e que os gastos dependiam de autorização do fundo. Além disso, voltou a afirmar que se tratava de um patrocínio e negou ter oferecido contrapartidas em razão do cargo que ocupava.

    Flávio Bolsonaro é investigado num inquérito da Polícia Federal que apura se houve lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no financiamento do filme.

    Pai e irmão no governo

    O candidato foi questionado se, em um eventual governo, daria um cargo ao pai, que está preso e cumpre pena de 27 anos por organizar um golpe de Estado.

    Flávio Bolsonaro chamou o julgamento do pai de "farsa" e disse que ele foi condenado por um "golpe da Disney". Sobre eventuais cargos, afirmou que nunca tratou do assunto com Jair Bolsonaro e que o tema "não está no radar".

    "Ele nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo. Eu tenho o privilégio de, a hora em que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho um dentro de casa, de confiança." 

    Flávio Bolsonaro também negou que pretenda nomear o irmão Eduardo, condenado pelo STF por tentar interferir no julgamento do pai, para ser ministro das Relações Exteriores.

    "Não, ele não vai ser meu chanceler", disse. Em seguida, defendeu o irmão, que vive nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado federal.

    "Eduardo Bolsonaro é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil", disse.

    Aliados investigados no Rio de Janeiro 

    Flávio Bolsonaro afirmou que ficou surpreso com as investigações envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso e suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento com a milícia, além do ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil), também preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho, e do ex-governador Cláudio Castro (PL), condenado pela Justiça Eleitoral e inelegível por abuso de poder.

    "Acho que as pessoas têm o direito de se defenderem e provar a sua inocência. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém. Se a pessoa cometeu algo de errado, ela vai ter que responder por isso."

    Atos golpistas e respeito às urnas 

    Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de seu pai invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, além de agredirem policiais, e defendeu que as pessoas sejam punidas "na proporção dos crimes que cometeram".

    "A depredação de patrimônio público, agredir um policial, é inaceitável, não tem justificativa para isso", disse. Em seguida, questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe e citou pessoas que, segundo ele, estariam com Bíblia e vendendo algodão doce durante os ataques.

     

    "Vocês acham o quê? Que é sentar uma senhorinha lá na cadeira de presidente da República, dar ordem e todo mundo começar a cumprir? Uma tentativa de golpe em prédios vazios?", disse.

    O candidato passou então a acusar Lula de prejudicar a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por divergências políticas. Ao ser novamente questionado sobre a punição a quem destruiu patrimônio e atacou policiais, respondeu: “Quem está depredando o Brasil é o Lula”.

    Questionado se vai respeitar o resultado das urnas se perder a eleição, Flávio Bolsonaro respondeu:

    "Eu vou disputar as eleições com as regras que estão aí, independente de qual for o resultado, eu vou respeitar".

    Acesso a armas 

    Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre uma proposta apoiada por ele que retiraria a marcação nas cápsulas de balas compradas para o uso das forças de segurança, o que poderia prejudicar investigações e a possibilidade de rastrear como armas legais vão parar na mão do crime organizado.

    Na resposta, o candidato defendeu endurecer o combate a facções criminosas e disse que "quem está autorizado a usar armas de guerra são os bandidos".

    "Isso é muito maior do que qualquer detalhezinho desse em cima de uma cápsula", afirmou.

    O candidato foi perguntado sobre propostas de aliados para revogar o Estatuto do Desarmamento e sobre uma pesquisa da Quaest que aponta que a maioria dos brasileiros considera que limitar o acesso às armas melhora a segurança pública. Na resposta, chamou de "teses malucas" estudos que apontam que mais armas nas mãos dos cidadãos causam mais violência.

     

    Ele defendeu o armamento da população civil e mudanças no Estatuto do Desarmamento.

    "Se você não quer ter uma arma, tudo bem. Agora, quem atender os requisitos legais, tem direito a ter uma arma para defender sua família, sua casa, sua propriedade rural, sua fazenda de invasão do MST", afirmou.

    "Hoje, o Estatuto do Desarmamento proíbe o cidadão de se defender e autoriza os marginais a comprarem armas de guerra, porque não tem fiscalização nenhuma. O problema está nas armas na mão das pessoas erradas." 

    Interferência na PF 

    Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre declarações em que o pai, quando presidente, falou sobre trocar superintendentes da Polícia Federal e até o ministro da Justiça para proteger sua família. Essas afirmações ocorreram durante uma reunião de ministros que foi filmada, e as gravações vieram a público.

    O candidato negou que o pai tenha promovido mudanças na PF para blindar familiares. "Ele trocou o superintendente do Rio de Janeiro na época, se eu não me engano, porque estava apresentando maus resultados, e ele queria uma pessoa que entregasse resultados melhores."

    Ao ser lembrado pela jornalista Renata Lo Prete de que Bolsonaro trocou até o então ministro da Justiça, Sergio Moro, o candidato afirmou que Moro havia pedido para deixar o cargo e que agora eles são aliados políticos.

    “Parabéns ao Sergio Moro, eleito governador no primeiro turno no Paraná. Está fazendo um grande trabalho e, se Deus quiser, vai ter Flávio Bolsonaro na Presidência da República para ajudar muitos paranaenses.” 

    Forças Armadas 

    Outro assunto da entrevista foi o afastamento das Forças Armadas da política nos últimos anos como resposta ao dano de reputação por envolvimentos de militares na tentativa de golpe.

    Flávio Bolsonaro foi questionado se exigiria que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica concordassem com a sua visão sobre o 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito.

    O candidato iniciou sua resposta dizendo que houve uma "farsa" para "tentar tirar Bolsonaro da vida pública".

    Em seguida, disse que um dos seus primeiros atos de presidente, se eleito, será reunir os comandantes militares e os chefes das polícias estaduais para "declarar guerra ao narcotráfico".

    Depois, citou como medidas de um eventual governo a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira na fronteira com a Bolívia e a entrada do Brasil no Escudo das Américas, aliança liderada pelo governo dos Estados Unidos.

     

    Flávio Bolsonaro também afirmou que as Forças Armadas “foram completamente sucateadas” no governo atual.

    Saúde pública 

    Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, daria liberdade a seu ministro da Saúde para tomar as medidas necessárias em uma emergência de saúde pública.

    A questão veio no contexto da indicação do médico Cláudio Lottenberg como ministro da área em um eventual governo. Ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Lottenberg criticou, durante a pandemia, a demora de Jair Bolsonaro para comprar vacinas contra a Covid-19.

    A pergunta feita ao candidato foi se ele daria liberdade a Lotterberg como ministro, e o candidato respondeu:

    “Com certeza. Inclusive, na minha conversa com ele, quando fiz esse convite, foi exatamente: 'vamos olhar para a frente'".

    Flávio disse que, se eleito, pretende levar ao SUS práticas do Hospital Albert Einstein, ampliar o acesso à telemedicina e criar um prontuário único eletrônico para conectar informações das redes municipais, estaduais, federal e privada.

    Considerações finais 

    Nas considerações finais, o candidato agradeceu o apoio que tem recebido em seus atos de campanha, criticou Lula e disse ter três compromissos com o eleitor: não prometer o que não pode cumprir, "arrumar a economia" e "devolver a segurança" ao cidadão.

    "Muitas pessoas vêm dizendo para mim: 'Flávio, o Lula está mentindo para caramba, prometendo um monte de coisa que ele sabe que não vai entregar. Você tem que fazer isso também. Você tem que prometer uma picanha'. Eu, não. Eu vou trabalhar com a verdade, eu não vou ser igual a esse cara. Agora, eu quero fazer três compromissos com você. O primeiro: eu nunca vou prometer aquilo que eu não vou poder cumprir e entregar. O segundo: eu vou arrumar essa economia, eu vou devolver o seu poder de compra, você vai ter dinheiro no bolso de novo. E o terceiro: eu vou me dedicar com todas as forças para devolver a segurança para você, para mim, para a Renata, para todos nós andarmos nas ruas em segurança novamente."

     

    No encerramento, pediu votos para o segundo turno.

    Lula foi entrevistado na quinta (15) 

    O presidente Lula, que tenta a reeleição, abriu a série de entrevistas da Globo com os candidatos que disputam a Presidência neste segundo turno. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.

    Na entrevista a Renata Lo Prete nessa quinta-feira (15), Lula defendeu a redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos e pediu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeitos de envolvimento no caso Master. Veja aqui o que o presidente disse à Globo.

    Foram convidados Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e mediado pelo jornalista César Tralli.

    O debate será transmitido ao vivo pela TV Globo, com exibição simultânea pela GloboNews e pelo g1, logo após o Jornal Nacional.

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março devido às investigações sobre o Banco Master, organizou e pagou uma festa com chef de cozinha e garotas de programa, segundo investigadores, para o ministro Kassio Nunes Marques, membro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    As informações estão em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal (PF) e reveladas pela "piauí". O g1 também teve acesso às conversas. O ministro Nunes Marques disse que nunca beneficiou Vorcaro com suas decisões e negou irregularidades (veja nota na íntegra abaixo).

    De acordo com as 125 mensagens sobre o assunto, que estavam no celular de Vorcaro, a festa foi em 28 de fevereiro de 2025, sexta-feira que antecedeu o Carnaval, no apartamento triplex do banqueiro no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo.

    De acordo com a "piauí", na terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, três dias antes da noitada, Vorcaro escreveu para Rayanna, uma agenciadora de garotas de programa, perguntando se ela estaria disponível no dia 28.

    "Pode sexta a tarde?", perguntou o banqueiro. Rayanna confirmou. "Arruma mais 1 [uma]", ele pediu.

    No dia 26 de fevereiro, dois dias antes da festa, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Newton Ramos mandou mensagem para um agente de viagens de Vorcaro pedindo um quarto para Nunes Marques se hospedar no hotel Fasano na sexta-feira.

    O desembargador, que é amigo de Nunes Marques, se referiu ao ministro como "KN", segundo a mensagem.

    Newton Ramos já foi citado em outras conversas do escândalo do Master como sendo integrante da "turma do KN". A esposa dele, a advogada Camilla Ramos, tinha um contrato com o Master que poderia render até R$ 427 milhões em honorários caso o banco ganhasse os valores de precatórios que disputava no TRF-1.

    No mesmo dia 26, também de acordo com a "piauí", Vorcaro escalou um chef de cozinha para trabalhar na festa. "Sexta churrasco animado. Com min e [sic]", escreveu o banqueiro para o profissional, sem completar a frase.

    O banqueiro continuou os preparativos, avisando seu arquiteto que receberia um ministro no seu apartamento na capital paulista. "Vouch [sic] receber ministro aqui sexta. Alguém pode pintar isso", disse Vorcaro.

    Na manhã da sexta-feira, dia da festa, o chef de cozinha enviou para Vorcaro um arquivo com a lista de compras do evento. Segundo a revista, o gasto foi de R$ 21.121,90 em produtos como carnes, cinco latas de caviar e trufas. 

    'Sem celular' 

    Pouco depois, a agenciadora Rayanna escreveu para Vorcaro dizendo que não conseguiria comparecer naquela tarde. "Dani eu não vou conseguir ir posso mandar as duas? Eu conheço elas são da minha confiança! Vc vai adorar!", afirmou a mulher.

    Após certa resistência de Vorcaro, ele acabou concordando com a solução. "Pode chamar as duas." Mas advertiu: "So lembra que sem celular" — possivelmente para evitar registros da festa.

    Demonstrando atenção a todos os detalhes, Vorcaro pediu no início da tarde para seu arquiteto retirar da varanda do apartamento um sofá que estaria rasgado.

    "Pelo amor de Deus. Tira aquele sofa da varanda leo. To passando vergonha. Melhor deixar sem nada. Ele é logo na entrada, primeira coisa que a pessoa ve [sic]", orientou o banqueiro.

    Momentos depois, Vorcaro escreveu para Luiz Rennó, que foi diretor jurídico do Banco Master. "Ta sp?", perguntou. Rennó respondeu que estava trabalhando em Belo Horizonte. E seu chefe acrescentou: "Eu fazendo graça pra ministro em sp".

    Rennó já apareceu em outras mensagens investigadas no caso Master. Em 1º de outubro de 2024, ele disse a Vorcaro que o banco havia saído vitorioso no processo da Alcídia, uma disputa sobre precatórios do setor sucroalcooleiro que tramitava no STF e interessava ao Master.

    Rennó relatou que, no processo da Alcídia, os votos favoráveis tinham sido dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques. Em seguida, enviou o contato do advogado Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques, com a seguinte mensagem: "Dominado aqui". Esse episódio ocorreu cinco meses antes da festa no apartamento. 

    'Começou chegar meninas' 

    Às 14h04 da sexta-feira, um homem identificado na agenda do celular de Vorcaro como "motorista" avisa ao chefe que "começou chegar meninas".

    "Todas que chegarem. Pode subir. Oega [pega] carro dos homens qdo chegarem. Fica embaixo vc e geraldo e acompanha chegada", instruiu Vorcaro.

    O homem perguntou: "Fica com telefone das meninas?". E o banqueiro respondeu que sim.

    Momentos depois, Vorcaro pediu ao mordomo Michael, que acompanhava a festa, para abrir as janelas do apartamento. "Abre as janelassss!!! Paredendo enterro [sic]", disse. Às 14h49, o mordomo avisou: "Convidado chegou".

    As mensagens não deixam claro por quanto tempo Vorcaro participou presencialmente da festa. Já à noite, às 20h56, o mordomo Michael escreveu ao patrão: 

    "Emprestei quarto do lado para ministro com 5 menina. Liguei para pedir autorização mais senhor não viu [sic]". 

    "Claro Qie sim", concordou Vorcaro. "Sobe. So fecha Meu quarto. E mostra o outro. Se vier o terceiro coloca sala tv", disse.

    O mordomo, então, falou que essa questão já estava resolvida, pois foram todos para o mesmo cômodo: "Eles foi fica junto".

    Pouco mais de uma hora mais tarde, o funcionário voltou a relatar para Vorcaro como estava o evento.

    "Aqui tá tranquilo já pessoal tudo pelado na piscina uma passou mau vomitou mais tá bem já", descreveu o mordomo. 

    "Pegou toalha para eles?", quis saber Vorcaro. "Peguei sim. Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora acabou de fala que está renovando para começa tudo novamente", informou o mordomo.

    Às 23h17, o funcionário escreveu: "Indo embora ele".

    Em seguida, Michael mandou duas fotos do apartamento para Vorcaro. Na primeira, o mordomo disse que estava arrumando o local para não deixar para Selma, a empregada, "essas coisas".

    Na segunda imagem, o funcionário brincou: "Essas menina é artista olha onde achei embaixo do travesseiro".

    As fotos eram de três preservativos usados, espalhados sobre um tapete, e de uma calcinha de renda preta encontrada entre o lençol e a fronha.

    Uma semana depois da festa, em 7 de março de 2025, a agenciadora Rayanna voltou a escrever para Vorcaro. "Boa tarde dani tudo bem? A minha amiga lá aquele dia ! Deu certo né ?", ela disse. 

    "Ela disse que ficou com o kassio! Ela tá me cobrando aqui", escreveu a mulher. 

    O banqueiro pediu "dados e valor". Rayanna disse "10 né!", em referência a R$ 10 mil, e enviou sua chave PIX para Vorcaro pagar.

    O que diz o ministro

    Em nota, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que nunca favoreceu Vorcaro com suas decisões e negou irregularidades. Veja o posicionamento na íntegra:

    "O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro.

    O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros. Seu filho nunca recebeu nada do Banco Master.

    A matéria referenciada faz ilações e tenta relacionar tais diálogos com a atuação na Presidência do TSE, numa tentativa de fragilizar a condução da Justiça Eleitoral."

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, anunciou nesta quinta-feira (15) que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte coletivo urbano gratuito aos finais de semana e feriados.

    A estimativa é que a medida reduza em 0,25 ponto percentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês em que a PEC for aprovada, explica Leonardo Costa, economista do ASA, instituição financeira.

    A medida passaria a valer em 2027, caso Lula vença a eleição deste mês.

    O cálculo de redução da inflação considera uma queda de aproximadamente 22,4% no preço do subitem ônibus urbano, que representa 1,116% do índice. A estimativa já leva em conta as cidades que oferecem gratuidade atualmente e aquelas em que a cobrança ainda existe.

    Para a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), "hoje a receita proveniente do pagamento da tarifa pública não é suficiente para cobrir os custos operacionais do sistema de transporte, o que requer o aporte de receitas não tarifárias".

    Tal aporte já vem sendo feito pelo país por meio de subsídios públicos, "embora insuficientes para mudar a sua qualidade no Brasil", complementa. "São necessárias outras fontes de recursos para o que o sistema seja sustentado, com melhoria".

    "Ao mesmo tempo em que a tarifa zero representa o atendimento a um direito social constitucioal, são necessárias fontes seguras de recursos para suportar de forma perene a qualidade e todos os custos operacionais, o que não vem ocorrendo", escreve a ANTP em nota.

    No entanto, a ANTP entende que o processo de implantação de tarifa zero deve ser progressiva, incorporando a gratuidade inicialmente para a população mais pobre, e que a tarifa pública seja baixa, ao alcance das demais faixas de renda da população.

    "É imperativa a participação do Governo Federal no custeio da operação do transporte público", enfatiza.

    Cidades já adotam gratuidade ou desconto

    "A medida se soma às experiências já em curso em algumas capitais, que mostram como a gratuidade aos domingos pode funcionar na prática", afirma Costa.

    Em São Paulo, o programa Domingão Tarifa Zero começou em dezembro de 2023 e oferece gratuidade nos ônibus municipais aos domingos.

    Em Belo Horizonte, a gratuidade entrou em vigor em 14 de dezembro de 2025, por decreto, como parte do programa Catraca Livre. A medida abrange todas as linhas convencionais e suplementares aos domingos e feriados nacionais.

    Em Belém, os ônibus das empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) passaram a ser gratuitos aos domingos e feriados em 13 de abril de 2025.

    Brasília também adotou a gratuidade nesses dias, no início de fevereiro de 2025.

    Curitiba, por sua vez, optou por um desconto em vez da isenção total. Desde 5 de janeiro de 2025, a tarifa aos domingos e feriados custa R$ 3, o equivalente a um desconto de 50% sobre o valor regular.

     
    g1
    Portal Santo André em Foco
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