Outubro 23, 2026

    Arimatea

    Arimatea

    O Vaticano divulgou nesta sexta-feira (16) as primeiras imagens de papa Leão XIV após a cirurgia que ele foi submetido para a retirada de um câncer de pulmão. 

    As fotos são de uma missa celebrada pelo pontífice às 7h desta sexta, no horário de Brasília, na capela do 10º andar do hospital Gemelli, em Roma, segundo o Vaticano. 

    "Em sua homilia, o papa agradeceu a todos os funcionários — médicos, enfermeiros e auxiliares — pelo trabalho que realizam diariamente no cuidado dos doentes e de suas fragilidades e, de modo especial, por tudo o que fizeram e continuam fazendo por ele", afirmou o Vaticano em comunicado. 

    Segundo a Santa Sé, estavam presentes médicos e profissionais de enfermagem do hospital que estavam de folga no momento da missa, além de integrantes do Corpo de Gendarmaria da Cidade do Vaticano.

    Pouco antes de divulgar as fotos, o Vaticano atualizou o estado de saúde do pontífice, que apresenta uma "melhora contínua" no seu estado clínico, e anunciou que ele fará oração ao público no domingo (18) da janela do Gemelli e garantiu que a viagem de Leão XIV à América do Sul em novembro continuava de pé até o momento.

    ➡️ O pontífice, de 71 anos, está internado desde o início da semana, quando foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor no pulmão direito, que também foi parcialmente removido. A operação ocorreu após o próprio papa anunciar, no fim de semana, que médicos haviam encontrado um nódulo em seu pulmão.

    "Na manhã de hoje, o Santo Padre realizou exames de sangue e uma radiografia de tórax, que confirmaram uma melhora constante em seu estado geral", diz o boletim. "As sessões de fisioterapia respiratória continuaram. Sua recuperação pós-operatória permite, agora, que ele realize suas atividades diárias habituais com total autonomia". 

    Ainda segundo o Vaticano, o papa Leão XIV retomou na quinta-feira seu trabalho à frente da Igreja Católica e participou de uma missa em uma sala especial no Gemelli.

    Na quarta-feira (14), o Vaticano informou que Leão XIV já havia voltado a se alimentar e caminhava pelos corredores do hospital durante a recuperação. Também na quarta, o papa divulgou uma mensagem na qual agradeceu as orações recebidas de fiéis de todo o mundo e pediu que continuassem rezando por sua recuperação.

    "Confiando cada um de vós à proteção da Sagrada Família de Nazaré, peço-vos por favor que rezai por mim, enquanto eu rezo por vós", escreveu na mensagem divulgada na quarta.

    A mensagem foi enviada aos participantes de um encontro da Igreja Católica do qual ele não pôde participar por causa da internação. No texto, Leão XIV afirmou que pretende analisar os resultados das discussões e apresentar suas reflexões em momento oportuno.

    ? A cirurgia do papa Leão XIV retirou o lobo inferior do pulmão direito por meio de uma técnica videoassistida. Segundo os médicos, o câncer foi identificado após exames realizados devido a um nódulo detectado anteriormente.

    O Vaticano não informou uma previsão de alta, mas tem divulgado atualizações diárias sobre o estado de saúde do pontífice.

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos líderes da União Europeia que forneçam um financiamento adicional de 70 bilhões de euros - o equivalente a R$ 400 bilhões - para a Ucrânia no próximo ano, para ajudar o país a continuar lutando contra a Rússia, , nesta sexta-feira (16).

    Em discurso na cúpula do bloco em Bruxelas, após a UE reafirmar seu apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia, Zelensky fez o apelo, que classificou como um "valor realista": 

    "A guerra custará 155 bilhões de euros no próximo ano. E precisamos de pelo menos mais 70 bilhões de euros de vocês — para defesa, armamento e para nossa resiliência. Este é um valor realista. E peço que encontrem esse apoio". 
     

    Os líderes europeus expressaram seu apoio a Kiev ao comentar o momento de grande tensão entre Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diante da preocupação de que Washington se aproxime cada vez mais das posições da Rússia.

    As relações entre Ucrânia e Estados Unidos ficaram ainda mais tensas desde a semana passada, quando Trump flexibilizou as sanções contra a Rússia em troca do fornecimento, por parte de Moscou, de grandes quantidades de diesel aos mercados mundiais e ao mercado americano.

    Zelensky chamou o acordo de "indigno" e afirmou que servirá apenas para encorajar a Rússia a prosseguir com a guerra contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

    Vários aliados europeus de Kiev também criticaram o acordo, que pretende aliviar os preços dos combustíveis nos Estados Unidos a poucas semanas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

    A situação se agravou depois que Zelensky ordenou a retomada dos ataques ucranianos contra refinarias russas, ignorando as exigências de Washington.

    A crise tem outro ponto de tensão: as interrupções de um sistema de satélites fornecido pelos Estados Unidos, que dificultaram a capacidade de resposta das Forças Armadas ucranianas aos bombardeios russos.

    "Não é o momento de retirar nosso apoio à Ucrânia. Não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia", declarou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ao receber Zelensky em Bruxelas para uma reunião de cúpula da União Europeia. 

    O mandatário ucraniano agradeceu o apoio daqueles que chamou de "verdadeiros líderes" europeus e afirmou que não há sinais de que Moscou esteja disposto "a acabar com esta guerra".

    Por sua vez, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, advertiu que "a situação na Ucrânia é atualmente muito grave", devido aos vários ataques russos e ao agravamento da relação com os Estados Unidos.

    "É fundamental que hoje, como Europa, demonstremos nosso apoio incondicional à Ucrânia e examinemos que medidas adicionais podemos adotar", afirmou.

    Um sistema indispensável de satélites 

    Zelensky precisa administrar uma relação de altos e baixos com Trump desde que o imprevisível presidente americano voltou ao poder, em janeiro do ano passado, com a promessa de reduzir o apoio de Washington a Kiev.

    Na quinta-feira, Trump considerou "uma vergonha" que a Ucrânia retomasse os ataques contra refinarias russas e afirmou que Kiev estava contribuindo para o aumento dos preços mundiais da energia. 

    "Acho que considero mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin", declarou o presidente americano em uma entrevista ao canal Newsmax. 

    Por sua vez, o Kremlin acusou a Ucrânia de dificultar os "intensos esforços" de paz dos Estados Unidos ao retomar os ataques contra as refinarias.

    Grande parte da indignação na Ucrânia nesta semana concentrou-se nas restrições ao sistema de comunicações por satélite Starshield, do qual as Forças Armadas dependem para detectar ataques russos e coordenar a resposta na linha de frente.

    Este sistema da empresa SpaceX é diferente do Starlink, a rede civil de satélites que a Ucrânia também utiliza, embora não para operações de ataque.

    O magnata do setor de tecnologia Elon Musk afirmou que sua empresa não estava por trás de nenhuma interrupção do Starshield.

    "Os sistemas Starshield pertencem ao governo dos Estados Unidos e estão sob seu controle. Qualquer limitação de largura de banda ou de uso é decidida pelas Forças Armadas americanas e, em última instância, pelo presidente dos Estados Unidos", disse. 

    A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, destacou que "o Starlink é realmente necessário para a Ucrânia" e admitiu que "a Europa não consegue substituir este sistema a curto prazo". 

    Novas ajudas? 

    Embora a prioridade dos líderes europeus seja superar a crise com Washington, eles também pretendem debater maneiras de reforçar as defesas aéreas da Ucrânia e como enfrentar sua delicada situação orçamentária.

    "Temos que nos preparar para o inverno. Não se trata apenas de energia, mas também de defesa antiaérea e de financiamento", declarou Zelensky.

    Os dirigentes da UE discutirão como manter o apoio à Ucrânia no próximo ano. A União Europeia conta atualmente com um programa de empréstimos de 90 bilhões de euros (516 bilhões de reais) destinado a Kiev, criado para cobrir as necessidades financeiras até o final de 2027.

    As autoridades ucranianas, no entanto, advertiram que precisarão de dezenas de bilhões de euros adicionais, já que os ataques russos atingiram duramente a economia do país.

    O debate sobre novas ajudas provocou a retomada dos apelos para que a UE utilize quase 200 bilhões de euros (1,14 trilhão de reais) em ativos congelados do Banco Central russo no financiamento da Ucrânia.

    No momento, parece haver pouco impulso político para avançar nesta direção, devido à oposição da Bélgica, onde está depositada a maior parte dos fundos congelados.

     
    AFP
    Portal Santo André em Foco

    Um jovem de 16 anos matou a tiros três crianças e uma professora em uma escola primária no Oregon, nos Estados Unidos, na quinta-feira (16/10). Ele foi morto por uma pessoa que passava pelo local, informou a polícia.

    O suspeito, que não teve o nome divulgado, invadiu a escola primária Silver Rail, na cidade de Bend, e começou a atirar contra portas trancadas, confirmou o chefe da polícia local, Mike Krantz. 

    O adolescente foi morto a tiros por um membro da comunidade que "o perseguiu até a escola e o confrontou", disse Krantz. A polícia chegou três minutos depois. 

    As três crianças mortas tinham cinco, oito e 11 anos. Uma criança de sete anos e uma professora de 54 anos foram levadas para o hospital em estado grave. Não se sabe se o agressor tinha alguma ligação com a escola.

    Foram registrados 235 incidentes com armas de fogo em escolas americanas no ano passado e pelo menos 140 até agora neste ano, de acordo com o banco de dados K-12 School Shooting Database. 

    O grupo de defesa do controle de armas Everytown for Gun Safety classificou o Oregon em 12º lugar na lista dos 50 Estados americanos com base na rigidez de suas leis sobre porte de armas.

     

    Mas a taxa de violência armada no Estado está próxima da média nacional, com 14,2 mortes por 100 mil habitantes, apesar do endurecimento das leis de armas nos últimos anos, segundo o grupo.

    Segundo a Everytown, no Oregon, as armas devem ser armazenadas em local seguro quando não estiverem sob o controle imediato do proprietário, e as universidades têm autoridade para proibir armas em seus campi.

    "Estamos chocados e com o coração partido por esta tragédia sem sentido", disse Steven Cook, da liderança do distrito escolar de Bend, em um comunicado. 

    "Nenhuma palavra consegue expressar adequadamente a dor que nossa comunidade está sentindo."

     

    A polícia informou que o agressor era um rapaz de 16 anos da região, mas não divulgou mais detalhes sobre ele ou a identidade das vítimas.

    A polícia foi alertada sobre o atirador ativo na Escola Primária Silver Rail às 12h59 do horário local de quinta (15h59 GMT), disse a porta-voz do Departamento de Polícia de Bend, Sheila Miller, a repórteres.

    A primeira ligação partiu de uma pessoa que relatou que um suspeito desconhecido estava atirando contra seu carro com uma arma longa, informou a polícia. Fotos divulgadas do local mostram uma caminhonete vermelha com marcas de tiros.

    Minutos depois, a central de emergência local recebeu ligações para o 911 informando que o agressor havia entrado na escola. 

    A polícia disse que ele atirou nas fechaduras das portas para forçar a entrada. 

    Segundo relatos da mídia local, a escola recebeu novas portas para as salas de aula em 2022, que podem ser trancadas com o simples toque de um botão.

    Uma pessoa que passava pela rua viu o tiroteio começar, perseguiu o agressor até a escola e o matou a tiros, explicou a polícia.

    Três minutos depois, os primeiros policiais chegaram ao local. Eles confirmaram que o agressor havia sido morto e, em seguida, revistaram a escola.

    A governadora do Oregon, Tina Kotek, elogiou o pedestre que "interveio heroicamente" para evitar mais mortes. 

    "Suas ações carregam um grande peso emocional e eu só quero que você saiba que meus pensamentos estão com você também", disse ela em uma coletiva de imprensa ao lado de outros funcionários. 

    Um repórter de um jornal local disse ao programa Today da BBC Radio 4 que a escola foi colocada em confinamento quando os tiros começaram e que os alunos conseguiram se comunicar com os pais do lado de fora usando seus relógios Apple.

    Michael Kohn, repórter do jornal Bulletin, disse que o incidente deixou os pais atônitos.

    "Esta é uma escola de bairro. Os pais estão perplexos. É algo que você simplesmente não espera que aconteça em Bend, Oregon. É uma cidade montanhosa", disse ele.

    As escolas em Bend foram fechadas nesta sexta-feira (16/10). As autoridades disseram que a comunidade precisava de tempo para se recuperar.

    Segundo a polícia, cerca de 450 crianças frequentam a Escola Primária Silver Rail, que conta com mais de 40 funcionários adultos.

     
    BBC News
    Portal Santo André em Foco

    O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025.

    Desse total, 525 mil estavam ocupados nas piores formas de exploração, que incluem atividades perigosas e insalubres proibidas para menores de 18 anos e previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).

    O número representa 36,2% dos jovens que exerciam atividades econômicas no país, segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE.

    O Sudeste concentrava o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil casos em 2025. (Veja por região)

    ? O IBGE considera em situação de trabalho infantil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que realizam atividades econômicas ou produzem bens para o próprio consumo, conforme os critérios da pesquisa. A legislação brasileira proíbe qualquer trabalho antes dos 14 anos e permite a aprendizagem a partir dessa idade. Aos 16 e 17 anos, o trabalho é permitido, mas há restrições.

    Piores formas de trabalho infantil

    Cerca de 525 mil crianças e adolescentes estavam ocupados nas chamadas piores formas de trabalho infantil, o equivalente a 36,2% daqueles que realizavam atividades econômicas. É o menor número da série histórica.

    • ? A classificação segue a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), prevista no Decreto nº 6.481, de 2008. Ela inclui atividades que podem colocar em risco a saúde, a segurança e a moralidade de crianças e adolescentes, como determinados trabalhos com máquinas perigosas, produtos químicos e em condições insalubres.

    Na comparação com 2024, quando a estimativa era de 560 mil pessoas, houve queda de 6,3%. Em relação a 2016, quando 919 mil crianças e adolescentes estavam nessas ocupações, a redução acumulada chega a 42,9%.

    O perfil desse grupo também revela desigualdades: 72,6% eram meninos e 68,3% eram pretos ou pardos. Além disso, 333 mil tinham entre 16 e 17 anos, o equivalente a mais de 60% dos que estavam nas piores formas de trabalho infantil.

    Adolescentes de 16 e 17 anos concentram a maioria dos casos

    O trabalho infantil é mais frequente entre os mais velhos. Em 2025, os adolescentes de 16 e 17 anos correspondiam a 58,1% do total de crianças e adolescentes nessa situação: eram 871 mil pessoas, ou 14,5% da população dessa faixa etária.

    Entre os jovens de 14 e 15 anos, havia 348 mil pessoas em situação de trabalho infantil, o equivalente a 5,9% da população dessa faixa etária. Já entre crianças de 5 a 13 anos, eram 280 mil casos, ou 1,1% do total nessa idade.

    Nesse último grupo, 190 mil crianças, ou 67,7% do total, estavam envolvidas exclusivamente em atividades voltadas ao próprio consumo, como a produção de alimentos para a família.

    O levantamento também mostra desigualdades por sexo e raça ou cor. Os meninos representavam 65,4% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, enquanto as meninas correspondiam a 34,6%. Crianças e adolescentes pretos ou pardos somavam 67% do total.

    ⚠️ Nem todo adolescente que trabalha está necessariamente em situação irregular. A classificação como trabalho infantil depende da idade, da atividade exercida e das condições de trabalho, conforme os critérios da legislação e da pesquisa.

    A legislação brasileira estabelece regras diferentes para cada idade:

    • Até os 13 anos, qualquer trabalho é proibido.
    • Aos 14 e 15 anos, é permitido apenas o trabalho na condição de aprendiz.
    • A partir dos 16 anos, o trabalho é autorizado, mas há restrições: menores de 18 anos não podem exercer atividades noturnas, perigosas ou insalubres, nem ocupações incluídas na Lista TIP.

    Informalidade e distância da escola

    Entre os adolescentes de 16 e 17 anos que trabalhavam, 67% estavam na informalidade, o equivalente a aproximadamente 705 mil pessoas. O percentual foi o menor da série histórica. Em 2022, a taxa era de 76,3%.

    A relação entre trabalho e educação é outro ponto de atenção. Entre as crianças e os adolescentes em situação de trabalho infantil, a taxa de escolarização era de 86,9%, abaixo dos 97,5% registrados entre todas as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.

    A diferença é ainda maior entre os jovens de 16 e 17 anos. Nessa faixa, 79,6% daqueles em situação de trabalho infantil frequentavam a escola, ante 89,6% do total de adolescentes da mesma idade.

    A diferença de 10 pontos percentuais não significa, por si só, que o trabalho tenha provocado o abandono escolar em todos os casos, mas mostra que os adolescentes em situação de trabalho infantil têm menor frequência escolar.

    Os dados de rendimento também mostram diferenças entre os grupos. Crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil recebiam, em média, R$ 936 por mês. Entre os que ainda estudavam, o rendimento médio era de R$ 844, enquanto aqueles que haviam deixado a escola recebiam R$ 1.326.

    A diferença é compatível com a possibilidade de jornadas mais longas entre os jovens que não frequentam a escola.

    Sudeste tem mais casos; Norte, maior proporção

    A distribuição regional mostra que o Sudeste concentrava o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, com 481 mil pessoas.

    O Nordeste vinha em seguida, com 408 mil, seguido pelo Norte, com 249 mil, pelo Sul, com 233 mil, e pelo Centro-Oeste, com 128 mil.

    ?‍♂️ Quando o cálculo considera a proporção de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em relação à população de cada região, porém, o cenário muda. O Norte apresentava a maior taxa do país, de 6,3%, enquanto o Sudeste registrava a menor, de 3,3%.

    Isso significa que, embora o Sudeste concentre mais casos em números absolutos, o trabalho infantil representa uma parcela maior da população jovem no Norte.

    O Nordeste, por sua vez, teve a maior redução acumulada entre 2016 e 2025, de 45,6%. Na comparação entre 2022 e 2025, a queda na região foi de 29,2%.

    Bolsa Família concentra mais de 95% da redução em 2025

    A redução do trabalho infantil ocorreu principalmente entre crianças e adolescentes que vivem em famílias beneficiárias do Bolsa Família. De 2024 para 2025, o número de jovens em situação de trabalho infantil nessas famílias caiu 20,1%, de acordo com os dados da PNAD Contínua.

    Isso representa 144 mil crianças e adolescentes a menos nesse grupo, o equivalente a mais de 95% da redução de 151 mil casos registrada no país no período.

    Em 2025, 573 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que viviam em famílias atendidas pelo programa estavam em situação de trabalho infantil. O número corresponde a 4,4% das crianças e adolescentes que vivem nessas famílias.

    Ao todo, 13,1 milhões de crianças e adolescentes nessa faixa etária moravam em famílias beneficiárias do Bolsa Família, o equivalente a 34,7% da população de 5 a 17 anos no país.

    A diferença de renda entre os domicílios também chama a atenção. A renda média mensal por pessoa era de R$ 660 nas famílias beneficiárias, contra R$ 1.990 naquelas que não recebiam o benefício.

    Os números mostram que a redução do trabalho infantil esteve fortemente concentrada entre as famílias atendidas pelo programa.

    A comparação, porém, não permite atribuir toda a queda exclusivamente ao Bolsa Família: outros fatores econômicos e sociais também podem influenciar a entrada de crianças e adolescentes no mercado de trabalho antes da idade permitida.

    Fiscalização bate recorde, mas problema é grande

    Enquanto o IBGE estima a dimensão do trabalho infantil no país por meio de uma pesquisa domiciliar, a fiscalização federal atua para identificar casos de trabalho infantil e afastar crianças e adolescentes de atividades ilegais.

    Minas Gerais, com 830 afastamentos, e São Paulo, com 629, registraram os maiores números entre os estados. Esses números são bem menores que o total de 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil estimado pelo IBGE para o mesmo ano.

    A comparação ajuda a mostrar a diferença entre o total estimado pela pesquisa e os casos identificados pela fiscalização, mas não representa uma taxa de cobertura oficial: os dois indicadores são produzidos por métodos diferentes, e as fiscalizações podem se concentrar em situações de maior gravidade.

    As dificuldades para enfrentar o problema incluem a informalidade, a existência de locais de trabalho espalhados pelo país e a dificuldade de identificar situações que ocorrem em ambientes privados, como o trabalho doméstico. A atuação dos auditores-fiscais também depende da estrutura disponível para realizar fiscalizações em todo o país.

    Além das ações de fiscalização, o número de denúncias também aumentou em 2025. O Disque 100 recebeu cerca de 5,1 mil denúncias relacionadas ao trabalho infantil, alta de 19,4% em relação ao ano anterior. Já o Ministério Público do Trabalho recebeu aproximadamente 7,9 mil denúncias, crescimento de 36,6%.

     

    g1
    Portal Santo André em Foco

    O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália.

    A projeção faz parte do documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

    De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.

    Em 2026, o país termina na décima posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.

    Para 2027, a lista mantém os Estados Unidos como maior potência econômica, seguida pela China.

    Confira o Top 10 das economias mundiais, segundo a projeção do FMI, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas.

    1. Estados Unidos: US$ 34,44 trilhões
    2. China: US$ 22,94 trilhões
    3. Alemanha: US$ 5,66 trilhões
    4. Índia: US$ 4,52 trilhões
    5. Reino Unido: US$ 4,49 trilhões
    6. Japão: US$ 4,47 trilhões
    7. França: US$ 3,65 trilhões
    8. Brasil: US$ 2,80 trilhões
    9. Itália: US$ 2,77 trilhões
    10. Rússia: US$ 2,68 trilhões

    A última vez em que o Brasil ficou no oitavo lugar foi em 2017. De acordo com a estimativa do FMI, o país segue na oitava posição até 2031, último ano projetado.

    A melhor posição já ocupada pelo Brasil no ranking global de PIB foi a sétima posição, alcançada em 1995 e de 2010 a 2014.

    Índia decola

    Um dos destaques da previsão do FMI é a Índia, que salta do sexto para o quarto lugar e ultrapassa Reino Unido e Japão. Em 2031, a Índia deve tomar o terceiro lugar, da Alemanha.

    Estados Unidos e China devem ocupar os dois primeiros lugares do ranking, nesta ordem, até 2031.

    O que é o PIB

    O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.   

    O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria. 

    Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.   

    Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.  

    O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

     

    Agência Brasil
    Portal Santo André em Foco

    O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional 140/26, que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE).

    O texto é originário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21, aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025 e pelo Senado Federal neste ano.

    Pelas novas regras, as duas categorias poderão se aposentar aos 57 anos, se mulher, e aos 60 anos, se homem, com 25 anos de contribuição e de atividade. Atualmente, é aplicada a norma geral estabelecida pela reforma da Previdência: idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

    A mudança valerá tanto para quem estiver vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), aplicável a servidores públicos, quanto para quem estiver no regime geral, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Ao discursar sobre a PEC, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ressaltou que a medida é uma resposta do Estado à longa espera e ao histórico de insegurança dos agentes.

    "Esses profissionais levam o Estado brasileiro para locais onde muitas vezes o atendimento não chega. A aposentadoria especial é o reconhecimento de uma vida inteira de trabalho e de cuidado”, afirmou.

    O presidente da Câmara dos Deputados , Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a atuação desses profissionais na prevenção e no combate a doenças como a dengue e disse que a conquista foi construída com “escuta, responsabilidade e atenção ao equilíbrio do sistema previdenciário”.

    Durante a solenidade, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a medida é “importante, necessária e justa” e que a promulgação atende à reivindicação popular.

    Lula parabenizou a atuação do Congresso. “O que estamos fazendo hoje foi obedecer à vontade de um povo que foi para a rua, que cobrou e exigiu de nós”, declarou. Na mesma solenidade foi promulgada a Emenda Constitucional 141/26,  que acaba com a escala de trabalho 6x.

    Regras de transição

    A nova emenda constitucional cria regras de transição para quem se tornou agente comunitário de saúde ou de combate às endemias até a promulgação.

    Uma delas exige os mesmos 25 anos de contribuição e atividade se a pessoa tiver as seguintes idades:

    • até 31 de dezembro 2030: 50 anos para a mulher e 52 anos para o homem;
    • até 31 de dezembro de 2035: 52 anos para a mulher e 54 anos para o homem;
    • até 31 de dezembro de 2040: 54 anos para a mulher e 56 anos para o homem; e
    • a partir de 1 de janeiro de 2041: 57 anos para a mulher e 60 anos para o homem.

    Idade e contribuição

    Outra transição possível para os que já atuam na área é a soma de pontos de idade e tempo de contribuição.

    A idade mínima para mulher será de 60 anos; e para o homem, 63 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos, sendo 10 anos de efetivo exercício como agente. Além disso, será necessário atingir 83 pontos para mulheres e 86 pontos para homens, somando idade e tempo de contribuição.

    Também serão considerados o período de afastamento para exercício de mandato classista e o tempo de readaptação em outra função, desde que decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho.

    Impacto orçamentário

    De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto da emenda constitucional no Orçamento federal será de R$ 3 bilhões por ano.

    O texto prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento de despesas nos regimes próprios de previdência, além de determinar o repasse de recursos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.

     

    Agência Câmara
    Portal Santo André em Foco

    Durante a sessão solene de promulgação da emenda constitucional que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apontou a medida como uma das mais importantes conquistas da classe trabalhadora.

    Ele afirmou que o fim da escala 6x1 alcança milhões de brasileiros e garante a homens e mulheres mais qualidade de vida.

    "Pessoas que, muitas vezes, têm apenas um dia da semana para conciliar descanso, família, saúde, estudo e tudo o mais que a vida exige. Foi olhando para essa realidade que o Congresso Nacional decidiu enfrentar um debate que não era revisitado de forma estrutural desde a Constituição de 1988", destacou.

    Segundo Motta, a mudança foi aprovada após muito diálogo entre todos os setores envolvidos, como trabalhadores, empresários e representantes da sociedade civil. O resultado desse processo, conforme afirmou, foi a elaboração de uma proposta madura que vai permitir ao país avançar sem perder de vista a realidade das empresas, dos trabalhadores e, especialmente, dos micro e pequenos negócios.

    "Hoje, o Congresso Nacional escreve na Constituição uma escolha sobre o Brasil que queremos ser. Um país que valoriza o trabalho sem esquecer o trabalhador", defendeu.

    MEI

    Motta lembrou da aprovação, pelo Congresso Nacional, de projeto que amplia o limite anual de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs) dos atuais R$ 80 mil para R$ 110 mil no próximo ano, e para R$ 140 mil em 2028.

    Segundo ele, os cerca de 13 milhões de microempreendedores individuais em todo o Brasil poderão ser beneficiados. E disse esperar que a proposta seja sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda nesta semana.

    "Afinal, fortalecer o MEI é fortalecer milhões de famílias brasileiras. É permitir que pequenos negócios cresçam sem serem penalizados pelo próprio sucesso", disse.

    "Quero aqui, presidente Lula, abrir um parêntese: quando estive no Palácio do Planalto para conversar com vossa excelência sobre o fim da escala
    6 por 1, ali nós fizemos um acordo que foi cumprido pelo governo federal, pelo Poder Executivo, de poder garantir esse reajuste do MEI", reconheceu Motta.

    Agentes de saúde

    Também foi promulgada a emenda constitucional que prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Em seu discurso, Motta afirmou que a emenda atende a uma reivindicação antiga desses profissionais, com a criação de regras de aposentadoria compatíveis com as exigências da profissão.

    De acordo com Hugo Motta, o texto foi construído com escuta, responsabilidade e atenção ao equilíbrio do sistema previdenciário.

    "É por meio desses profissionais que, muitas vezes, a saúde pública chega à porta das casas dos brasileiros. Eles percorrem comunidades, acompanham famílias, orientam sobre prevenção e atuam como ponte entre a comunidade e a Unidade Básica de Saúde. Estão na linha de frente da prevenção, do cuidado e do combate a doenças como a dengue", disse o presidente da Câmara.

    "O que importa é que os efeitos dessas decisões sejam percebidos na vida cotidiana. No pai, que terá mais tempo para participar da vida dos filhos. Na mãe, que conseguirá mais tempo para si e para sua família. No trabalhador, que encontrará espaço na rotina para retomar os estudos. Na agente de saúde, que, depois de uma vida dedicada a cuidar de outras famílias, poderá se aposentar com mais segurança", acrescentou.

     

    Agência Câmara
    Portal Santo André em Foco

    O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (15) que a retirada de pauta da votação Proposta de Emeda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ocorreu após um "desentendimento" dentro da bancada do PT e que a "oposição percebeu a fragilidade" do partido e ajudou a suspender a sessão.

    A votação estava prevista para esta sessão, mas, ao adiar a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) mencionou a falta de um entendimento sobre emendas apresentadas ao texto que alteram a maioridade penal.

    Ao g1, o ministro responsável articulação política do governo disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia dado uma orientação para a bancada no Senado para que a votação da PEC ocorresse sem nenhuma emenda e que as emendas que existiam da oposição e do governo deveriam tramitar em PEC paralela, o que não ocorreu.

     

    "Houve um desentendimento, existia uma orientação, pelo que fui informado pelo relator da matéria, Rogério Carvalho, do presidente da República de orientar hoje pela manhã a discussão e votação da PEC sem nenhuma emenda".

    "E as emendas que existiam, tanto do Rogério Marinho, como do senador Camilo, iriam tramitar em PEC paralela, não misturar os assuntos com a PEC da Segurança, o que foi aprovado na Câmara, aprovado na CCJ do Senado. Houve essa confusão e essa confusão acabou paralisando a votação, a oposição percebeu a fragilidade na unidade do PT e terminou ajudando a oposição ajudando na suspensão da sessão", disse Guimarães.

    Líderes do governo Lula ainda desenham uma estratégia para lidar com o tema após a oposição querer incluir no texto a diminuição da maioridade penal para 14 anos.

    O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha pela reeleição do presidente, apresentou uma emenda com o objetivo de diminuir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos.

    Interlocutores do presidente do Senado afirmam que a retirada de pauta ocorreu porque nem o governo nem a oposição teriam votos suficientes para aprovar suas as emendas – e o cálculo, neste caso, seria de deixar o assunto para depois.

    Guimarães afirmou ainda que a discussão sobre a redução da maioridade penal tem que ser feita, "mas não em apenas um dia só". 

    "Vamos botar essa discussão dentro da PEC, que aliás abordamos na Câmara, tem uma PEC tramitando lá que trata do tema, nós vamos discutir na hora certa e não misturar alhos com bugalhos. Essa é a posição do governo". 

    Divisão no PT 

    Apesar da ideia de Camilo neutralizar a proposta que colocaria adolescentes mais jovens em risco de prisão, parte do PT é contra incluir a alteração nesse momento.

    Integrantes do partido dizem que é preciso discutir isso com mais calma por ser uma mudança importante na lei penal. Historicamente, a bancada do PT no Congresso Nacional se posicionou contra a redução da maioridade penal.

    O racha entre os integrantes do partico começou na manhã desta quinta. Ainda que sem acordo com o restando dos colegas de bancada, Camilo conseguiu assinaturas necessárias para apresentar a emenda e o fez logo antes do início da sessão.

    A proposta do ex-ministro da Educação prevê reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. O restante dos crimes manteria a idade de responsabilização criminal aos 18 anos.

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o governo não pediu o adiamento, mas que não houve acordo com a oposição sobre o tema ser colocado em uma PEC paralela. Ele não descartou que a PEC da Segurança seja votada na próxima semana.

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, que até o fim do segundo turno das eleições, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL).

    A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha do presidente Lula à reeleição, após dizer que a empresa, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação".

    A campanha também mencionou que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitem a criação de conteúdos sobre Lula. Ainda de acordo com a petição, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.

    Segundo a coligação, há indícios de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos pela plataforma.

    Os advogados da coligação afirmam ainda que perfis ligados à candidatura adversária, entre eles o do deputado Nikolas Ferreira, registrariam números de visualizações considerados incompatíveis com os parâmetros usuais da plataforma.

    A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze determina que empresa:

    • não aplique a conteúdos políticos-eleitorais relativos a qualquer das candidaturas que disputam o segundo turno medidas de redução de distribuição, de exclusão de recomendação, ou de restrição de busca;
    • precisa, no prazo de 24 horas, limitar a exclusão dos sistemas de recomendação aos perfis oficiais; e
    • desabilite ou restrinja as contas de anúncios das candidaturas.

    Ainda de acordo com a decisão, a empresa precisa assegurar que a Meta AI aplique critério idêntico às candidaturas.

    ? A Meta AI é um assistente de inteligência artificial gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Ela funciona de forma semelhante ao ChatGPT nos serviços da Meta e, a partir de descrições simples, pode produzir textos, planejar atividades e criar imagens, por exemplo.

    "Considerando que a ferramenta está ao alcance de qualquer usuário do WhatsApp, a dez dias do segundo turno, justifica-se a determinação de que mantenha critério idêntico às duas candidaturas, abstendo-se de gerar peças de propaganda eleitoral favoráveis ou contrárias a qualquer delas, e de que a representada esclareça os critérios empregados", disse o ministro na decisão.

    Na decisão, o ministro afirmou que não está comprovado que houve uma manipulação deliberada, mas que é preciso aprofundar a análise. Isso porque fatos relevantes ocorrem em ambiente que somente a Meta controla. Bellizze ressaltou ainda que, nesses casos, a atuação da Justiça Eleitoral deve observar a menor interferência possível no debate democrático.

    O TSE determinou que a empresa apure 255 perfis e das 1.204 publicações.

    O ministro pediu informações em 48h sobre a atuação nas eleições, como medidas aplicadas ao perfil do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) desde 16 de agosto de 2026 e a discriminação do alcance das publicações dos perfis oficiais dos dois candidatos à Presidência da República, entre 1º e 7 de outubro de 2026, entre seguidores e não seguidores e por superfície de distribuição.

    O relator também seguiu recomendação do Ministério Público Eleitoral e enviou os dados à Presidência do TSE para avaliar se é o caso de determinar uma fiscalização extraordinária no acordo fechado pela plataforma com a Justiça Eleitoral.

    Bellize afirmou ainda que a decisão aplica-se às duas campanhas, com efeitos até o fim do pleito.

    "As medidas determinadas observam a mínima intervenção da Justiça Eleitoral no debate democrático: não alcançam o conteúdo das manifestações, não asseguram alcance de conteúdo na internet a nenhuma candidatura, aplicam-se igualmente a ambas e cessam com o término do segundo turno", acrescentou.

    O que diz a lei das eleições

    Pela Lei das Eleições, a criação de imagens sobre candidatos por meio de assistentes de inteligência artificial é proibido.

    A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe "emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas".

     
    g1
    Portal Santo André em Foco

    Uma briga entre dois detentos deixou um preso ferido na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa, na manhã desta sexta-feira (16).

    Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), a situação foi contida rapidamente.

    De acordo com a secretaria, um dos detentos foi ferido com um objeto perfurocortante de fabricação artesanal. Ele recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado para o Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha.

    De acordo com a unidade hospitalar., o ferido deu entrada com uma lesão arterial e permanece sob atendimento médico para estabilização do quadro e manejo da lesão.

    O outro preso envolvido na briga será conduzido à delegacia competente para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

     
    g1 PB
    Portal Santo André em Foco
    © 2015 Your Company. All Rights Reserved. Designed By JoomShaper