Mai 23, 2026
Arimatea

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A possibilidade de instalação da CPI do Banco Master ganhou força política após a repercussão dos áudios que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas, nos bastidores do Congresso Nacional, parlamentares avaliam que a pressão ainda pode não ser suficiente para tirar a comissão do papel.

Senadores avaliam que a decisão final depende menos da pressão nas redes e mais do cálculo político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nos corredores da Casa, a percepção é que Alcolumbre dificilmente tomará uma decisão apenas sob efeito do noticiário ou da mobilização digital.

Tanto membros do governo quanto da oposição, incluindo o próprio Flávio, passaram a usar o episódio como argumento para defender uma investigação mais ampla sobre relações políticas, operações financeiras e possíveis conexões empresariais ligadas ao Master.

A leitura predominante entre integrantes do Senado é que o caso ampliou o desgaste político em torno dos tentáculos de Vorcaro com parlamentares e aumentou o constrangimento para setores que vinham tentando esfriar o tema.

Contudo, segundo apurou o R7, parlamentares próximos à cúpula do Senado afirmam que Alcolumbre tende a agir de maneira pragmática, observando o impacto institucional da CPI sobre diferentes grupos políticos e econômicos antes de autorizar qualquer avanço.

Além disso, a avaliação é que, embora o discurso público de investigação tenha ganhado intensidade, ainda existe resistência entre lideranças partidárias preocupadas com os desdobramentos da comissão.

Interlocutores lembram que CPIs costumam ser usadas também como instrumento de pressão política e negociação. Por isso, mesmo com o aumento das cobranças após o caso envolvendo Flávio, há quem considere que o tema pode permanecer restrito ao campo discursivo caso não haja um alinhamento mais amplo entre líderes partidários e a presidência do Senado.

A avaliação de integrantes dos dois espectros políticos é que a repercussão dos áudios tornou mais difícil para o Senado ignorar completamente o assunto.

Ainda assim, o cenário mais provável, segundo aliados e adversários do governo, é de uma tramitação lenta, marcada por disputas políticas e tentativas de controlar o alcance de uma eventual investigação.

O Ministério da Fazenda alertou, nesta sexta-feira (15), que um site falso com o nome do Novo Desenrola Brasil está sendo usado para aplicar golpes em consumidores interessados em renegociar dívidas. 

Segundo a pasta, a página fraudulenta imita canais oficiais do governo federal e promete “limpar o nome” dos usuários em até cinco dias.

De acordo com o ministério, os criminosos solicitam consultas de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para verificar uma suposta elegibilidade ao programa e utilizam um chat para coletar informações pessoais e financeiras das vítimas, incluindo dados sobre dívidas de cartão de crédito e outros débitos.

Na sequência, os golpistas condicionam a renegociação das dívidas ao pagamento antecipado de taxas, solicitando transferências via Pix sob justificativas como “taxa administrativa” e “processamento eletrônico”.

O Ministério da Fazenda reforçou que o Novo Desenrola Brasil não cobra qualquer valor para adesão ao programa e orientou os consumidores a procurarem diretamente bancos e instituições financeiras onde têm dívidas para negociar condições de pagamento.

O programa oficial permite redução de juros, descontos e renegociação de débitos em atraso.

Orientação 

A pasta recomenda atenção a promessas de quitação rápida de dívidas e alerta para cuidados básicos de segurança digital, como verificar se o endereço eletrônico pertence a um canal oficial do governo e desconfiar de pedidos de pagamento antecipado.

O ministério também orienta que os usuários não compartilhem dados pessoais em páginas desconhecidas e confirmem informações diretamente com instituições financeiras ou canais oficiais.

Como funciona

O Desenrola 2.0 permite que consumidores renegociem dívidas atrasadas com bancos em condições mais favoráveis.

Podem entrar no programa dívidas:

  • contratadas até 31 de janeiro de 2026;
  • atrasadas entre 90 dias e dois anos;
  • ligadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros menores.

Condições oferecidas

As renegociações podem incluir:

  • descontos entre 30% e 90%;
  • juros máximos de 1,99% ao mês;
  • prazo de até 48 meses para pagamento;
  • primeira parcela em até 35 dias;
  • limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco.
  • desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso.

Uso do FGTS

O programa também permite que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas.

Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.

A medida busca reduzir o endividamento das famílias e evitar que consumidores recorram a linhas de crédito mais caras.

Quatro frentes

O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro modalidades:

  • Desenrola Famílias;
  • Desenrola Fies;
  • Desenrola Empresas;
  • Desenrola Rural.

O governo pretende realizar uma mobilização nacional de 90 dias para estimular renegociações e reduzir a inadimplência no país.

Fies liberado

Em relação ao Fies, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.

Para débitos vencidos há mais de 360 dias:

Em alguns casos, haverá possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.

O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação.

 

Agência Brasil
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Uma batida entre um trem de carga e um ônibus seguida de uma explosão deixou oito mortos e 25 feridos em Bangkok, capital da Tailândia, neste sábado (16).

Vídeos do momento do acidente compartilhados nas redes sociais mostram que uma fila de veículos havia parado em um cruzamento ferroviário quando um trem de carga atingiu a frente de ônibus.

O impacto também arrastou outros veículos pelos trilhos antes que o ônibus fosse engolido pelas chamas. Várias motociclistas foram arremessados após a colisão.

O incêndio foi controlado, e as equipes seguem no resfriamento da área e na busca por vítimas, segundo as autoridades. As causas do acidente ainda são investigadas.

 

g1
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Serra Branca e Treze se enfrentam neste sábado (16), às 16h30, no Amigão, pela 7ª rodada da Série D do Campeonato Brasileiro 2026. O confronto marca o reencontro entre os paraibanos que estão na briga pelo G-4 do Grupo A9. Quem vencer poderá encaminhar a classificação à 2ª fase da 4ª divisão nacional.

No primeiro turno, o Galo foi o mandante da partida que terminou empatada em 1 a 1. Os gols foram marcados por Kayan, do Carcará do Cariri, e Petrocelli, pelo Galo.

O Serra Branca é o 3º colocado, com 10 pontos, e vem de um empate sem gols contra o Lagarto. Apesar do resultado amargo, que foi criticado pelo técnico Gerson Gusmão, o Carcará manteve a invencibilidade construída na competição. A primeira participação do clube na competição conta com uma campanha de, até o momento, duas vitórias, quatro empates e a melhor defesa do grupo, com cinco gols sofridos.

O Treze, que ainda tem um jogo a menos, é o vice-líder da chave, com a mesma pontuação. Em seu último compromisso, a equipe de Adriano Souza venceu o Decisão por 2 a 0, placar que foi construído sem sustos pelo Galo. Mesmo com uma partida a menos, o Alvinegro poderá encaminhar a classificação antecipada em caso de vitória, assim como o adversário.

Transmissão 

+ Onde assistir: a partida será transmitida ao vivo pelo YouTube do Metrópoles.

+ Onde ouvir: pelo YouTube, as emoções ficam por conta da CBN. A narração será de Edson Maia, os comentários de Léo Alves e as reportagens de Marcos Siqueira.

+ Onde acompanhar em tempo real: uma hora antes da partida, o ge iniciará a atualização com todos os detalhes, lance a lance. CLIQUE AQUI e saiba como acompanhar. 

Serra Branca — Técnico: Gerson Gusmão 

O comandante do Carcará do Cariri terá o retorno do zagueiro Jadson, que cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. O atacante Anderson Ligeiro sentiu um desconforto na última partida e foi avaliado durante a semana. Já o zagueiro Uesles segue entregue ao departamento médico. 

Provável escalação: Bruno Fuso; Igor Nunes, Jadson, João Marcus e Bruno Oliveira; Luís Otávio, Marquinhos e Clayton; Kayan, Marcelo Toscano e Diego Ceará. 
  • Dúvida: Anderson Ligeiro;
  • Desfalque: Uesles. 

Treze — Técnico: Adriano Souza 

Já o treinador do Galo terá como desfalque o volante Marquinhos, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O lateral-esquerdo Léo Azevêdo e o atacante Dioran seguem se recuperando de lesão, e o goleiro Erivelton é dúvida após sentir a panturrilha e ficar fora da vitória sobre o Lagarto.

Provável escalação: Lucas Pavão; Natan, Johnatan Vital, John Lessa e Carlos Henrique; Petrocelli, Pedro Ivo e Jean Carlo; Pedro Maycon, Gustavo Brinquedo e Buba.
  • Pendurados: Natan Masiero e Pedro Ivo;
  • Dúvida: Erivelton;
  • Suspenso: Marquinhos. 

Arbitragem

  • Árbitro principal: Jailton Moura Silva Filho (CBF-BA)
  • Assistente 1: Luís Filipe Goncalves Corrêa (CBF-PB)
  • Assistente 2: Rafael Guedes de Lima (CBF-PB)
  • Quarto árbitro: Romário Medeiros Soares de Sousa (CBF-PB) 
 
ge
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ABC e Sousa se enfrentam neste sábado pela sétima rodada da fase de grupos da Série D do Campeonato Brasileiro 2026. O confronto será realizado no Estádio Frasqueirão, em Natal, com início às 16h.

Invicto há nove jogos na temporada, o ABC é o líder do Grupo A8, com 13 pontos. O Alvinegro retorna ao Frasqueirão e, com apoio da torcida, tenta dar mais um passo rumo à classificação para a segunda fase.

Onde assistir

Veja informações sobre as equipes:

ABC - técnico: Waguinho Dias

O zagueiro Wellington Carvalho e o lateral-esquerdo Dudu Mandai cumpriram suspensão contra o Central e retornam neste sábado. O lateral-direito Lucas Marques, o zagueiro Edson, o volante Wellington Reis e o centroavante Igor Bahia também estão à disposição para jogar.

Provável escalação: Matheus Alves, Lucas Marques, Edson, Wellington Carvalho e Dudu Mandai; Jonathan, Geilson e Luiz Fernando (Rikelmi); João Pedro, Wallyson e Igor Bahia.
  • Desfalques: Lucas Souza (suspenso), Jhosefer, Darlan e Régis Potiguar (lesionados).

Sousa - técnico: Washington Luiz

O Sousa não terá desfalques importantes para o jogo contra o ABC e deve manter a escalação que venceu o Laguna na última rodada da Série D.

Provável escalação: Moisés Freitas, Iranilson, Yan Cristian, Marcelo Duarte e Gilmar Lourenço; Guimarães , Diego Viana e Éverton Heleno; Luis Henrique, Mateuzinho e Marcos Papa.
  • Desfalques: Kiko (machucado), Guizão (machucado), Tássio (machucado).

Arbitragem

  • Árbitro: Luciano da Silva Miranda Filho (CE)
  • Árbitro Assistente 1: Reinaldo de Souza Moura (RN)
  • Árbitro Assistente 2: Everton Muller da Costa Maia (RN)
  • Quarto Árbitro: Mateus de Lima Dantas (RN)
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira (15), em Campo Grande, que não vai fazer “juízo de valor” sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), citado em um pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele afirmou ainda que cada pessoa deve responder pelos próprios atos. Apesar do tom cauteloso ao falar de Flávio, também pré-candidato à Presidência, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “populista” e “irresponsável”.

A declaração foi dada durante uma coletiva na capital. Caiado cumpriu agenda política e econômica no estado e disse que veio discutir temas como logística, agropecuária, segurança pública, educação e inteligência artificial.

Questionado sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Caiado disse que não pretende comentar e afirmou que mantém a mesma postura adotada ao longo da vida pública.

"Cada um responde pelos seus atos. Então se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problema na Câmara, problema no Senado, cada um responde pelos seus atos ", afirmou o ex-governador.

Durante a entrevista, Caiado evitou comentar diretamente denúncias e reportagens envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Ele citou, por exemplo, o caso do Banco Master e supostas contradições em declarações públicas.

Segundo ele, não cabe a um pré-candidato avaliar o comportamento de outras pessoas. “Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas”, declarou.

Na sequência, Caiado disse que sua candidatura se apoia nas “credenciais” que acumulou na política. Ele citou a trajetória pública e o índice de aprovação ao deixar o governo de Goiás.

Críticas ao governo Lula e ao PT

Apesar do tom em relação ao adversário, Caiado aumentou as críticas ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Caiado, o Brasil vive um cenário de endividamento e de medidas improvisadas. Ele afirmou que o governo Lula pressiona governadores, enquanto adota subsídios e mudanças em impostos.

Caiado afirmou ainda que o governo atua de forma populista e que a oposição não deve perder o foco nas eleições.

Segurança pública e facções criminosas

Ao falar sobre segurança pública, Caiado atribuiu o avanço das facções criminosas aos governos do PT. Ele citou o crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho no país.

Caiado defendeu mudanças na Constituição para ampliar os poderes dos estados. Também falou em reforçar o combate ao tráfico de armas e drogas e em investir no sistema prisional.

“O Lula, que sempre foi complacente com o crime [...] Há cinco meses de acabar o governo dele, ele quer dizer que agora ele vai fazer um combate à criminalidade, porque ninguém acredita nisso", afirmou.

Agenda em Mato Grosso do Sul

Caiado afirmou que a visita a Mato Grosso do Sul inclui debates sobre a Rota Bioceânica, projeto logístico que liga o Brasil ao Oceano Pacífico por meio de países vizinhos. Ele também citou o desenvolvimento do setor de celulose e a crise na agropecuária.

O pré-candidato disse ainda que pretende discutir o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia. Ele defendeu a produção agropecuária brasileira e criticou barreiras impostas por países como França e Irlanda.

Durante a entrevista, Caiado elogiou o senador Nelsinho Trad (PSD) e afirmou que ele é um nome preparado para o Senado.

Questionado sobre alianças no estado, Caiado disse que esse processo deve ser conduzido por líderes locais e que não cabe a ele interferir diretamente.

 
g1
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Gonet discordou e entendeu que o foro para o tema é o Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque o crime tem relação com o exercício do cargo, já que Zema teria utilizado perfis públicos associados a sua atuação institucional e política e o ato ocorreu dentro de atuação pública do então governador.

 

Em nota, Zema disse que não vai "recuar um milímetro". (veja íntegra da nota ao fim da reportagem)

Vídeos com fantoches 

Gilmar questionou a divulgação de um vídeo por Zema nas redes sociais com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master.

No vídeo, os ministros são retratados como fantoches. No pedido, Gilmar argumenta ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e menciona que o conteúdo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo como a dele também.

Para Gonet, a postagem excede o domínio da crítica admissível. Para o procurador-geral, o conteúdo, sob aparente roupagem humorística, atribui a Gilmar Mendes conduta criminosa, como corrupção passiva, ao retratar solicitação de vantagem indevida em razão da função jurisdicional.

"O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime", diz a denúncia.

Em nota, Zema usou o termo "intocáveis" – utilizado nos vídeos que deram origem à denúncia para se referir aos ministros do STF – e disse que não vai "recuar um milímetro".

"Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro", diz o texto.

 

g1
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O chanceler da AlemanhaFriedrich Merz, declarou que não recomendaria a seus filhos viajarem para os Estados Unidos para estudar ou trabalhar, tendo em vista o atual "clima social" que prevalece na sociedade americana. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (15), durante um debate com jovens.  

"Hoje, até as pessoas mais bem instruídas nos Estados Unidos estão enfrentando muita dificuldade em encontrar um emprego. Sou um grande admirador dos Estados Unidos. No momento, minha admiração não está aumentando", declarou o líder alemão, que é pai de três filhos.

A fala foi seguida por aplausos da plateia. 

"Hoje, eu não aconselharia meus filhos a irem para os EUA, estudarem lá ou trabalharem lá, simplesmente porque um certo clima social se instalou repentinamente no país", disse Merz. 

Numa crítica ao "capitalismo puro", o chanceler federal afirmou que é preciso "uma combinação equilibrada" de "economia social de mercado", ao comparar os Estados Unidos com a Alemanha. Ele também instou os jovens a assumirem uma posição mais otimista em relação ao próprio país.

"Acredito firmemente que existem poucos países no mundo que oferecem oportunidades tão grandes, especialmente para os jovens, quanto a Alemanha", completou ele.

Repercussão

A declaração de Merz foi rapidamente criticada por Richard Grennel, conselheiro de Donald Trump em política externa e ex-embaixador na Alemanha, que atacou o chanceler na rede X. 

"Os alemães têm um líder que não tem estratégia – e é completamente controlado pela mídia woke alemã", tuitou Grennel. 

No mês passado, o chanceler federal da Alemanha já havia criticado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o Irã estava "humilhando" Washington na mesa de negociações.

Na sequência do comentário, Trump sugeriu que Merz estava fazendo um trabalho "péssimo" como líder e anunciou abruptamente que os Estados Unidos retirariam 5 mil soldados das suas bases na Alemanha, no que foi encarado como um gesto de retaliação.

Mesmo antes da polêmica sobre o Irã, o chanceler alemão já havia dito que uma "fenda" cultural entre os Estados Unidos e a Europa teria se aberto, devido às guerras culturais promovidas pelo movimento "Make America Great Again" (MAGA) de Trump.

Também nesta sexta, Merz afirmou ter conversado por telefone com Trump, no que ele classificou com "uma boa conversa", apesar das diferenças recentes.

"Tive uma boa conversa telefónica com Donald Trump após o seu regresso da China", escreveu o premiê alemão no X, acrescentando que "os Estados Unidos e a Alemanha são parceiros sólidos no seio de uma Otan forte".

Na mensagem, o chanceler federal apoiou os pontos defendidos por Washington nas negociações para um fim do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.

"Estamos de acordo: o Irã tem agora de se sentar à mesa das negociações. Tem que abrir o estreito de Ormuz. Teerã não deve possuir armas nucleares", escreveu Merz.

 
Deutsche Welle
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Um atirador entra em uma escola dos Estados Unidos. Um professor ativa um alarme pelo celular. A polícia está a caminho. Mas, antes, um esquadrão de drones guardiões chega e neutraliza o criminoso. 

A ideia está sendo executada pela Campus Guardian Angel. O diretor de operação táticas da empresa, Khristof Oborski, afirmou que a ideia surgiu com base no que foi visto na guerra na Ucrânia.

"Nosso diretor executivo observou como os drones pilotados em primeira pessoa eram eficazes no campo de batalha na Ucrânia, difíceis de evitar. Então pensou em como introduzir esse sistema para combater um problema crescente nos Estados Unidos: os tiroteios em escolas", disse à AFP.

 

A empresa mapeia em 3D a escola onde instalará o serviço para determinar rotas. Depois, os drones são colocados em mini-hangares, em esquadrões de três, em pontos estratégicos dentro e fora da escola.

Quando o alarme é ativado, eles decolam pilotados remotamente por humanos a partir de uma central de emergências em Austin, no Texas. A ideia é que cheguem ao suspeito nos primeiros 15 segundos.

"O tipo de intervenção é determinado em função das ações do suspeito", explica Oborski. 

  • Se for um menor caminhando com uma arma, a presença dos drones, equipados com áudio bidirecional, pode bastar para dar comandos.
  • Se o indivíduo estiver atacando crianças, a empresa prevê "impactos cinéticos" ou o uso de gel de pimenta não letal. 

Segundo o portal IntelliSee, apenas em 2025 ocorreram 233 incidentes com armas de fogo em campi educacionais. Em maio de 2022, em Uvalde, no Texas, 19 alunos e duas professoras foram assassinados por um atirador neutralizado 77 minutos após o início do ataque. 

Primeira linha de defesa 

Fabricados nos Estados Unidos, os drones são oferecidos em contratos anuais, cujo valor depende do tamanho da escola e do número de edifícios. O aparelho pesa menos de um quilo, mede cerca de 25 centímetros e pode atingir o suspeito a 65 km/h.

Há projetos-piloto em andamento em escolas da Flórida e da Geórgia, com recursos públicos. Em Houston, no Texas, pais querem assumir os custos, diz Oborski.

"O cenário ideal seria instalar esse sistema em todas e cada uma das escolas dos Estados Unidos e nunca precisar usá-lo", afirma Bill King, ex-SEAL e cofundador da empresa.

King diz que os drones não funcionam com inteligência artificial, o que tranquiliza as pessoas.

Competidores em ligas profissionais de drones, os pilotos do programa são mais próximos de "nerds" dos videogames do que de soldados, diz o piloto Alex Campbell.

"É gratificante saber que você pode ajudar os agentes a cumprir seu trabalho, voltar para casa em segurança e garantir que todas essas crianças também retornem para casa em segurança", afirma Campbell.

 
France Presse
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O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou nesta sexta-feira (15) na capital paulista, que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas do novo Desenrola Brasil.

O programa foi lançado no dia 4 de maio pelo governo federal LINK 1  e busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito. 

A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia informado que o programa Desenrola 2.0 estava perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados.

Em entrevista coletiva concedida nesta manhã para apresentação do balanço trimestral do banco, Vieira destacou que ainda há um “gap” para o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no programa, ou seja, o fundo ainda não vem sendo utilizado nessas negociações com a Caixa. Mas, segundo a diretoria do banco, o uso do fundo para essa finalidade deverá ser iniciado em breve, a partir do dia 25 de maio.

Ataques cibernéticos

Ao anunciar o balanço da instituição, Vieira disse que o banco teve um prejuízo no ano passado de cerca R$ 20 milhões com o aplicativo Caixa Tem, segundo ele provocado por fraudes relacionadas a ataques cibernéticos.

Por causa disso, informou, o banco vem reforçando os investimentos em tecnologia. Só neste ano, a expectativa é de que esses investimentos somem R$ 5,9 bilhões. 

“Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, disse Vieira.

Inadimplência

A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O resultado, que consta no balanço divulgado na noite de quinta-feira (14), foi impactado pelo forte aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram no período, em meio às novas regras regulatórias do Banco Central (BC) para cobertura de risco de inadimplência.

Apesar da queda no lucro, a Caixa manteve crescimento da carteira de crédito, puxado principalmente pelo financiamento imobiliário, segmento no qual o banco segue líder no país. A carteira de crédito totalizou R$ 1,4 trilhão.

A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. Segundo a diretoria do banco, embora a Caixa esteja tranquila quanto aos níveis de inadimplência para as carteiras de crédito imobiliário e comercial pessoa física e pessoa jurídica, o setor do agro ainda traz alguma cautela e preocupação.

"Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa ‌provisão relacionados ao agro", ‌disse Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa. 

"O cenário não é simples, mas nós já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento [da inadimplência]”, completou.

Atualmente, disse Sartori, o agro representa 5% da carteira total da Caixa.

 
Agência Brasil
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